quarta-feira, 20 de junho de 2018

Como será a grandiosa e polêmica capital que o Egito está construindo no meio do deserto

06:25:00



Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Em meio ao deserto, a só 45 km a leste do Cairo, está sendo erguida a nova capital do Egito, um projeto que é não apenas caro e ambicioso, mas também bastante controverso.

A cidade ainda sem nome, conhecida por enquanto apenas como a "nova capital administrativa" do país, foi anunciada em março de 2015 como uma das principais iniciativas do governo do general Abdel Fattaf al Sisi, que prevê transferir seu governo para lá dentro de um ano.

Os obras estão em curso há três. Hotéis, residências e centros de convenções começam a ocupar os terrenos baldios. O plano é ter uma cidade completa, para cerca de 5 milhões de habitantes.

O projeto prevê ainda lagos artificiais, um parque com o dobro do tamanho do Central Park, de Nova York, escolas e universidades, hospitais, centenas de mesquitas, a maior igreja do país, um parque temático e um aeroporto.

A tudo isso, se somarão as instalações do governo, como palácios presidenciais, embaixadas e as sedes do Parlamento e de 18 ministérios. A expectativa é que 200 km de estradas conectem a futura cidade com a capital atual, o Cairo, e o restante do país.

A nova capital ocupará uma área de 700 km², pouco menos do que o tamanho da cidade de Nova York, e fica na metade do caminho entre o Cairo e o porto de Suez, um dos núcleos comerciais e econômicos mais importantes do Egito.

Mas por que construir uma nova capital?


Foto: Getty Images / BBC News Brasil

De acordo com o Serviço de Informação do governo, a principal razão por trás do projeto é aliviar a superlotação do Cairo, uma megacidade com quase 20 milhões de habitantes e que deve chegar aos 40 milhões em 2050, além de "ajudar a fortalecer e a diversificar o potencial econômico do país com a criação de novos locais para se viver, trabalhar e visitar".

Mas essa não é a primeira vez que o Egito tenta levar suas instituições governamentais para fora do Cairo. No fim dos anos 1970, o então presidente Anwar Sadat lançou uma política de construção de cidades, entre elas Cidade Sadat, onde se previa erguer um novo centro administrativo nacional, mas a empreitada nunca chegou a ser concluída.

Os críticos temem que a nova capital possa ter o mesmo destino e consideram o projeto pouco realista, argumentando que ele foi criado para favorecer o governo após anos de instabilidade.

Al Sisi chegou ao poder em 2013 após um golpe de Estado contra Mohamed Morsi, o primeiro chefe de Estado egípcio eleito democraticamente. Em abril de 2018, foi reeleito como presidente com mais de 97% dos votos.

"Há três reações diante do projeto. Alguns o defendem como uma solução adequada. Outros acreditam que faz falta uma nova capital não neste local, mas a oeste do Vale do Nilo. E há quem defenda que, em vez de construir outra capital, deveriam distribuir os recursos para o desenvolvimento de outras regiões do país", diz o especialista em planejamento urbano Yehya Serag, professor da Universidade Ain Shams, no Cairo.

"Compartilho da terceira opinião. Seria melhor direcionar um recurso tão grande para outros projetos regionais."


Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Também existem dúvidas sobre a viabilidade econômica de um projeto de US$ 45 bilhões (R$ 168,6 bilhões) em um país que, em 2016, acordou com o Fundo Monetário Internacional (FMI) um empréstimo de US$ 12 bilhões ao longo de três anos e tem um déficit de 10,9% do Produto Interno Bruto (PIB).

Apesar da previsão de crescimento em torno de 3,9% para 2018 e 2019, a economia egípcia tem questões graves que foram intensificadas pela instabilidade econômica recente.

Por sua vez, o governo diz que um projeto desta envergadura pode ser um motor econômico e de criação de empregos.

"Sempre há aspectos bons e ruins. Isso cria postos de trabalho no setor de construção, algo importante para um país que enfrentou problemas econômicos nos últimos anos", avalia Serag.

O dinheiro chinês

Mas quem está construindo essa infraestrutura milionária?

Para o desenvolvimento do projeto, o governo criou uma empresa pública, a Nova Capital Administrativa para o Desenvolvimento Urbano (ACUD, na sigla original), com uma participação de 51% do Exército, que também é dono dos terrenos onde está sendo erguida a nova cidade. Os outros 49% são do Ministério da Habitação.


Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Está previsto que esta mesma empresa administre os edifícios que ficarão vagos no Cairo após o governo se mudar.

Desde a chegada de Al Sisi ao poder, cresceu o papel dos militares na economia do país, que já era significativo na época de Mubarak. O Exército tem centenas de empresas que vão de hotelaria, construção e energia a serviços médicos.

Além de supervisão e participação de militares e da iniciativa privada, o papel da China é determinante no projeto.

Desde 2016, o governo egípcio negocia um investimento de US$ 20 bilhões da empresa pública China Fortune para a construção de quase 5 milhões de metros quadrados ali.

E cerca de 85% dos US$ 3 bilhões necessários para erguer o distrito financeiro da nova capital, segundo a Bloomberg, serão pagos por banco chineses.

O obra está a cargo de outra empresa pública da potência asiática, a Empresa Estatal de Engenharia de Construção da China, a maior construtora do mundo.

Os problemas de uma megacidade


As opiniões sobre o projeto também se dividem do ponto de vista urbanístico e ambiental.

Foto: Getty Images / BBC News Brasil

O Cairo sofre com graves problemas de transporte, moradia e poluição. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a capital egípcia é a segunda megacidade do mundo em poluição do ar. Só é superada por Nova Déli, na Índia.

Só em 2017, segundo uma pesquisa da empresa Euromonitor, sua população aumentou em meio milhão de habitantes.

Os defensores do projeto garantem ser um passo necessário para descongestionar o Cairo, com a qual a nova capital estará conectada por meio de um trem elétrico. Mas sua localização no deserto suscita questionamentos, destaca Serag.

"Manter uma nova capital ali vai exigir uma infraestrutura especial, principalmente de abastecimento de água, porque o Egito e África em geral enfrentam uma escassez deste recurso."



Fonte: BBC NEWS


sexta-feira, 15 de junho de 2018

Caixa sobe teto de financiamento de imóvel usado para Servidores Públicos

06:17:00

Limite para financiar a casa própria passou de 70% para 80%; segundo o banco, segmento tem a menor inadimplência de sua carteira.


Foto: Flickr

A Caixa Econômica Federal anunciou no dia (11/06) que subiu o limite do percentual que pode ser financiado para a compra de imóveis usados com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para servidores públicos.

O percentual passou de 70% para 80%, igual ao limite para imóveis novos. A Caixa possui cerca de R$ 43,2 bilhões em contratos com servidores públicos no país.

Por nota, o presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, declarou que a mudança visa beneficiar o segmento de clientes com a menor inadimplência e estimular o relacionamento de longo prazo com o banco.

Para outros clientes, o percentual do valor a ser financiado dos imóveis usados é de 70% atualmente, e de 80% para unidades novas.


Redução dos juros


Em abril, a Caixa anunciou a redução dos juros para financiamento da casa própria e o aumento do percentual do valor financiado para imóvel usado. A mudança ocorreu após a Caixa reduzir duas vezes o teto de financiamento de imóveis em 2017, deixar de ter as taxas mais baixas do mercado e perder a liderança nas linhas com recurso da poupança entre novembro do ano passado e janeiro deste ano.

Para compra de imóveis pelo Sistema Financeiro Habitacional (SFH), onde estão enquadrados os imóveis residenciais de até R$ 800 mil para todo o país, exceto para Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, cujo limite é de R$ 950 mil, a taxa mínima de juros caiu de 10,25% para 9% ao ano.

Para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), cujos valores dos imóveis são acima dos limites do SFH, a taxa mínima caiu de 11,25% para 10% ao ano.


Fonte: G1






quarta-feira, 6 de junho de 2018

Cinco prédios brasileiros vencem prêmio internacional de arquitetura

06:35:00
Dos 31 premiados pelo Mies Crown Hall Americas Prize, cinco são brasileiros. Destaques foram escolhidos entre 200 concorrentes da América do Norte e do Sul

Estação da Linha 2 de metrô, em Salvador
Foto: Flickr

O prêmio de arquitetura Mies Crown Hall Americas Prize (MCHAP) divulgou, no dia (25/05) seus vencedores do biênio 2018/2019. Ao total, foram 31 prédios selecionados como Projetos de Destaque entre 200 inscritos. O anúncio foi feito durante a Bienal de Veneza pelo diretor do MCHAP, Dirk Denison. Os finalistas do prêmio internacional serão escolhidos dentre estes já premiados nas regionais e anunciados em outubro.

O MCHAP tem como objetivo premiar os prédios de maior relevância das Américas, incluindo América do Norte, Central e do Sul. O júri do prêmio é composto por cinco especialistas em arquitetura e urbanismo, de quatro países diferentes: Estados Unidos, México, Chile e Reino Unido. O prêmio é promovido pelo Illinois Institute of Technology (IIT).

Conheça os brasileiros selecionados!


Sesc 24 de Maio, Paulo Mendes da Rocha + MMBB Arquitetos



Foto: Flickr

Com 14 andares, o novo Sesc 24 de Maio se localiza no Centro de São Paulo. Sua arquitetura é desenhada para dialogar com o bairro, com 14 pavimentos e janelas de vidro por onde se pode observar os vários traços da cidade. O prédio inclui áreas reservadas a esportes, a cultura e a alimentação. No terraço, uma piscina também proporciona um espaço de convivência.


Foto: Flickr

Estações da Linha 2 – CCR Metrô Bahia, JBMC Arquitetura e Urbanismo



Foto: Flickr

Localizada em Salvador, a Linha 2 de metrô tem 12 estações e liga a região de Iguatemi/Rodoviária ao aeroporto. O projeto é marcado pelos 11 arcos de 23 metros de vão, que preservam a ventilação e iluminação natural por serem divididos em trechos inclinados, formando uma sequência. Pilares de concreto dialogam com o colorido dos arcos e permitem um maior aproveitamento do espaço interno.


Foto: Flickr


Instituto Moreira Salles, Andrade Morettin Arquitetos



Foto: Flickr

O novo prédio do Instituto Moreira Salles foi desenhado para abrigar um museu em plena Avenida Paulista. Ele foi desenhado para abrigar dois interesses principais: o programa do museu e o aproveitamento do contexto urbano. Assim, além das salas expositivas, o prédio conta com auditório, salas de aula e espaço multimídia, criando uma Midiateca. Para aproveitar seu entorno, o térreo do edifício fica a quinze metros do chão, criando um observatório para a avenida icônica.

Projetada para uma família em São Paulo, a Casa 239 tem como ponto central uma jabuticabeira de 50 anos de idade. Todos os outros cômodos são voltados para ela: varanda, sala de estar, jantar, cozinha, sala de estudos e quarto. No terraço, uma piscina proporciona contato direto com a natureza. Madeira e concreto marcam o estilo do projeto.

Huma Klabin, UNA Arquitetos


Foto: Flickr

O prédio residencial Huma Klabin fica no bairro da Vila Mariana, em São Paulo. São duas torres com 12 pavimentos, divididas entre apartamentos de 44m² a 67m². Concreto armado aparente dá o tom do edifício, que favorece vistas, aeração e insolação em um bairro permeado por diversas construções altas.


Fonte: Gazeta do Povo / Haus / Arquitetura


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