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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Planejamento Urbano: É Possível Projetar a Cidade Ideal?

10:13:00
É inegável afirmar que, no período chuvoso, as cidades brasileiras viram uma verdadeira confusão. Alagamentos, desabamentos, ruas e canais transbordando, pessoas desabrigadas… Tudo parece sair do lugar por causa de uma chuva. Porém, não é só no período chuvoso que a cidade parece desordenada. Quem enfrenta o trânsito diário, quem quer mais áreas de lazer, quem usa o transporte público e quem, de modo geral, vive nas cidades, também têm muito a reclamar. Em meio a tudo isso, será que é possível projetar a cidade ideal?

PLANEJAMENTO DAS CIDADES BRASILEIRAS
No Brasil, poucos municípios foram planejados. A cidade de Salvador, fundada em 1549, foi a primeira e foi projetada pelos portugueses. No século XIX, Teresina e Sergipe foram erguidas. Já no Brasil moderno, Belo Horizonte foi a primeira cidade a ser planejada. Goiânia, Maringá, Brasília e Palmas foram inauguradas no século seguinte. 
Porém, o fato de ser planejada não significa que a cidade funciona de modo perfeito atualmente. Belo Horizonte, por exemplo, foi planejada dentro de uma das principais avenidas, a Contorno. A malha perpendicular, com ruas cortadas por avenidas (algo que pode deixar qualquer desorientado perdido), parecia ideal. Para finalizar, a avenida do Contorno cercaria a cidade. Ali dentro, haveria transporte, saneamento, assistência médica, educação e outros. O crescimento deveria ocorrer na região suburbana (fora da avenida) e não houve preocupação imediata, já que se imaginava que a cidade não cresceria tanto. É aí que foi o grande erro. A cidade cresceu rápido demais e, mesmo os vários planos de tentativa de restabelecimento da ordenação da área urbana não foram suficientes. Isso mostra que, obviamente, para planejar uma cidade é preciso pensar a longo prazo e fazer isso de maneira correta.

EM BUSCA DA CIDADE lDEAL

Na hora de planejar, dentre os principais fatores levados em consideração estão: educação, mobilidade urbana, saúde, emprego, infraestrutura, moradia e segurança. Também é preciso considerar que cada um imagina sua própria cidade ideal. Então, é necessário que o planejador pense no coletivo e concilie todas essas idealizações em uma única cidade que deixe a maior parte dos habitantes satisfeitos e em harmonia. Vale lembrar que a boa qualidade de vida deve ser promovida para todos. 

No mundo, o grande crescimento da população urbana ocorreu a partir da década de 50. Desde então, cabe ao planejamento urbano atuar para aprimorar políticas, planos e projetos e processos que levem a cidades mais inclusivas, conectadas, integradas, sustentáveis e resilientes. Ele precisa estar ligado aos três pilares do desenvolvimento sustentável: ecológico, social e econômico.

Assim, várias cidades ao redor do mundo tentam ser ideais. Algumas já baniram os carros de algumas regiões, adotaram sistemas de transporte coletivo eficientes, incorporaram áreas verdes e de lazer, reduziram as taxas de violência, implantaram sistemas de saneamento e etc. No Brasil, Curitiba é um dos poucos exemplos de cidades que fazem melhorias efetivas no planejamento urbano, infelizmente. Algumas até tentam, mas estão bem longe da cidade ideal que todos sonham.

OS CRITÉRIOS DE GEHL E A BUSCA PELA CIDADE IDEAL
Jan Gehl, um arquiteto dinamarquês, estabeleceu 12 critérios para determinar a qualidade de vida urbana que estão relacionados à cidade ideal. Para desenvolvê-los, ele precisou colocar os cidadãos como foco da cidade. Gehl começou a criar sua concepção sobre como pensar na qualidade dos espaços da cidade quando o planejamento urbano passou a ser feito considerando-se o carro como elemento principal. 
Os critérios são divididos em três categorias: 


PROTEÇÃO:  
  • Prevenção de acidentes;
  • Combate ao crime e violência; 
  • Abrigo contra experiências desagradáveis (chuva, frio, poluição, etc.);

CONFORTO:  
  • Caminhadas: acessibilidade, bons locais para caminhar;
  • Locais atrativos para parar;
  • Locais de descanso; 
  • Locais para contemplação; 
  • Locais para interação;
  • Locais para a prática de atividades físicas e de lazer; 
 
DESFRUTE:
  • Planejamento para a escala humana;
  • Locais que forneçam um clima adequado; 
  • Experiências sensoriais
 
A lógica de Gehl considera a escala humana. Nela, presta-se mais atenção nas pessoas e menos nos prédios, praças e ruas. Assim, é preciso planejar a cidade a partir de uma visão que parte do cidadão. É preciso pensar em calçadas, em ciclovias e em distâncias que possam ser percorridas sem a necessidade de um carro (o que não acontece muito em Brasília, por exemplo). A rua não é mais importante que a calçada. Também é preciso planejar locais em que as pessoas possam parar e sentar, desfrutar do ambiente que as cerca. Caso contrário, ele vira apenas um local de passagem.

Quando não é devidamente planejada, uma cidade precisa de vários planos de correção. É preciso planejar pensando em prevenção e manutenção, não em correção. Não é adequado deixar acontecer uma tragédia ou um problema diário (como os engarrafamentos) para depois agir. Os critérios estabelecidos por Gehl não são, em si, a solução para se ter uma cidade ideal. Porém, eles representam o ponto inicial e que podem fornecer suporte para o planejador.

Referências: ONU-Habitat; Treez; Vida Simples; Comurb.

Fonte: Blog da Arquitetura | Fevereiro 2021

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Selic continuará sendo motor para crescimento do mercado imobiliário nos próximos meses

04:20:00
O boom do mercado imobiliário nos últimos meses provocou euforia para empresas do ramo, como construtoras, imobiliárias e até startups que facilitam a compra e venda de imóveis. O setor foi um dos únicos que conseguiu crescer em meio à crise econômica causada em consequência da pandemia do novo coronavírus, em 2020. 

Contrariando todas as previsões negativas, o ano quebrou recordes com aumento expressivo da procura de financiamentos. De janeiro a dezembro, os financiamentos de imóveis com utilização de recursos da poupança (SBPE) somaram o total de R$ 124 bilhões, representando um crescimento de 58% em relação a 2019, de acordo com levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP).

E esse otimismo e bom desempenho do setor tem tudo para continuar ainda no ano de 2021. Apesar dos desafios e inseguranças em relação à economia do país com o fim do auxílio emergencial e desemprego, o mercado imobiliário como um todo está otimista para os próximos meses e o principal motor disso é a baixa da taxa de juros básica. É esperado que a Selic possa flutuar sim, mas ela ainda vai se manter num patamar baixo, seja de 2,3% ou de 2,4% ou 3,4% até o fim do ano, como é previsto. Ainda assim, este índice está muito abaixo, comparado ao score que temos.

Isso permite que todo o setor se beneficie, incluindo incorporadoras que conseguem tomar crédito mais barato para construir e o cliente final que tem um crédito muito mais acessível para financiar um imóvel. A capacidade de compra do cliente aumentou muito com os juros baixos, um mesmo financiamento de dois ou três anos atrás agora é possível para ele.

Além disso, a tendência de mudança do mindset das pessoas em relação ao morar também vai continuar. Com a pandemia e isolamento social, o imóvel precisa estar adequado para as nossas demandas sociais, de trabalho, estudo e lazer, que agora acabam ocupando o mesmo ambiente. Além do espaço em si da casa, a região de se morar também têm contado muito e influenciado na hora da tomada de decisão, e por isso muitos têm procurado sair de capitais ou centros urbanos, para ir até locais mais tranquilos, como litoral ou campo, o que impulsiona mais ainda o desejo de comprar uma casa nova.

Outro fator importante para o crescimento e sustentabilidade do setor é o recorde de arrecadação da poupança no último ano. Como os bancos utilizam muito este recurso para o financiamento imobiliário, isso significa que eles terão crédito em abundância para oferecer em 2021. A economia como um todo ainda se mantém estável em relação às taxas de juros em baixa e também porque em 2020 a inadimplência não subiu de forma significativa. Ou seja, os indicadores macro permanecem sustentáveis para o mercado imobiliário.

Todos esses pontos acabam se sobressaindo em relação aos desafios que teremos pela frente no que diz respeito às inseguranças econômicas e políticas, que permanecem no radar. Além disso, temos a chegada da vacina contra o coronavírus, que por si só já é um impulso para trazer esperança a todos os setores e reforçar ainda mais o setor de imóveis.
 
Fonte: Portal Contábeis | Fevereiro 2021

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Atendendo a propostas da CBIC, Caixa anuncia melhorias em condições de crédito para empresas

04:34:00

Em setembro de 2020, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) rodou todas as regiões do país, reunindo cerca de 400 empresários da indústria da construção com suas respectivas áreas de atendimento e relacionamento na Caixa Econômica Federal. O objetivo era estabelecer um diálogo restrito e personalizado com aqueles que definem as estratégias operacionais do banco. 



O resultado desse trabalho foi apresentado ontem (2), durante o “Plantão CBIC”. Na reunião virtual, representantes do banco anunciaram uma série de novidades para contratação de empreendimentos. As medidas anunciadas incluem aprovação de limite de crédito em substituição à aprovação por operação, além de um novo modelo de avaliação de risco e possibilidade de financiamento de até 100% do custo da obra a executar, entre outros.

Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, o setor conseguiu algo inédito, que irá melhorar ainda mais as condições de crédito e permitir melhores resultados para as empresas. “Durante a pandemia, a Caixa não retrocedeu. A CBIC fez a voz do setor da construção chegar até o banco, eles nos escutaram e atenderam a maior parte das demandas que levamos. É um dia muito importante para o setor da construção”, disse.

Neste sentido, o presidente da Comissão de Habitação de Interesse Social (CHIS) da CBIC, Carlos Henrique Passos, reforçou que “o diálogo tem sido permanente para reportar as necessidades das empresas e a Caixa sempre esteve aberta e aos poucos esse processo vem melhorando”.


“Há 10 meses se iniciava a pandemia e o que fizemos até agora foi algo fora do normal. Com essas novidades, vamos ter um avanço ainda maior, o que é bom para o empresariado e para a Caixa”, frisou o presidente da Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da CBIC, Celso Petrucci.
 

Durante a reunião virtual, o diretor Executivo da Caixa, Rodrigo Souza Wermelinger, também destacou o bom desempenho da instituição em 2020, com R$ 53,7 bilhões em contratações pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), além de ressaltar a importância do grupo CBIC/Caixa e das iniciativas da entidade, como o ‘Quintas da CBIC’ e o ‘Plantão CBIC’.

Sobre as medidas apresentadas, Rodrigo Wermelinger ressaltou que se trata de mais um pacote de melhorias para o Apoio à Produção/Plano Empresário Caixa (PEC) em linha com a operação das pequenas e médias empresas. Confira, a seguir:

Novo modelo de avaliação de risco até R$ 150 milhões: de 12 para 1 dia útil – A partir de agora, as empresas terão um ganho excepcional no prazo de avaliação que cai de 12 para 1 dia. Pelo novo modelo de avaliação de risco da Caixa para as empresas de construção civil com faturamento até R$ 150 milhões, o gerente já insere as informações, processa e libera no momento em que concluir a avaliação. “A expectativa com esse modelo é ter uma resposta mais aderente”, menciona o superintendente Nacional da Caixa, Gustavo Sena.

Incorporadora Fácil: análise diferenciada para pequenos projetos – A partir de 15/02: “Simplificará de 7 até 10 dias a análise técnica e a documentação para projetos de pequeno porte, com até 60 unidades habitacionais para o empreendimento, gerando qualidade na contratação”, afirma a superintendente Nacional da Caixa, Angélica Djenane Philippe Correa.

Aprovação de limite de crédito, substituindo a aprovação por operação – A partir de 08/03: Aprovação de um limite máximo de exposição em operações, para empresas com faturamento superior a R$ 30 milhões, sem necessidade de deliberação de forma individual.

Nível de Desempenho Técnico (NDT): clientes qualificados, ritos diferenciados – A partir de 10/03: Rating Técnico – As empresas serão avaliadas conforme sua expertise e performance técnica, com ritos de avaliação e acompanhamento de obras diferenciadas para os clientes com maior qualificação.

Viabilidade prévia de engenharia: agilidade na tramitação da proposta – A partir de 15/03: A Manifestação de Viabilidade Prévia de Engenharia (MVP) – A viabilidade prévia do empreendimento e reorganização da esteira de contratação, com avaliações em paralelo e assinatura de memorando. Viáveis as análises e firmada a intenção de contratação é realizada a análise de engenharia completa.

Possibilidade de suplementação de recursos para o projeto – A partir de 26/03: Possibilidade de suplementar o valor do financiamento em função do aumento de custos, como os de materiais de construção.

Registro de contrato anterior à demanda mínima (repasses PF)

Financiamento de até 100% do custo de obra a executar

Também participaram da reunião, detalhando as medidas:

  • Alexandre Martins Cordeiro, superintendente Nacional da Caixa

  • Marlon de Oliveira Machado, superintendente Nacional da Caixa


Os assuntos a serem tratados têm interface com o projeto ‘Melhorias no Mercado Imobiliário’ da CHIS e CII da CBIC, com correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

 

Fonte: CBIC | Fevereiro 2021

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Financiamento imobiliário em ano de pandemia cresce 57,5% e supera período do 'boom'

06:43:00
Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança bateram uma sequência de recordes em 2020, o ano da pandemia de Covid-19, e levam o setor a apostar em um crescimento na faixa de 20% neste ano. 

Fonte: Freepik

Em dezembro, a concessão de R$ 17,5 bilhões representou o maior volume nominal mensal desde o lançamento do Plano Real em julho de 1994. As 55,9 mil unidades financiadas também foram um recorde mensal, e marcaram um crescimento 76,6% ante o mesmo período do ano anterior.

Na comparação com dezembro de 2019, o valor financiado dobrou, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (27) pela Abecip (Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

O bom desempenho dos financiamentos com dinheiro do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) fez com que o acumulado de janeiro a dezembro batesse o ano de 2014, considerado pelo setor como o do "boom" dos imóveis.

Cristiane Portella, presidente da Abecip, considerou o resultado excepcional. "Tivemos um crescimento importante do SBPE de 2018 para 2019 e um resultado excepcional de 58% [em 2020], enquanto a expectativa era de 32%, e ainda foi superado o recorde histórico de 2014", disse.

No ano do "boom" do crédito, foram concedidos R$ 112,9 bilhões para aquisição e construção com dinheiro da poupança. No ano passado, foram R$ 124 bilhões.

Esse dinheiro financiou 426,8 mil unidades, o quinto melhor resultado para um ano, segundo a Abecip. Na comparação com 2019, quando 298 mil unidades foram financiadas, a alta foi de 43,2%.

Quando consideradas apenas as concessões para aquisição, a Abecip registrou um aumento de 60% no volume de recursos liberados no ano passado. Foram R$ 93,9 bilhões e 80% desse valor foi direcionado à compra de imóveis usados.

Os recordes em concessão ficaram concentrados nos financiamentos para aquisição. O resultado para construção, porém, também foi positivo, chegando a R$ 30 bilhões, com avanço de 50%.

Para Cristiane Portella, o resultado bom, mas distante de um recorde, tem relação com o número de operações que envolvem a construção.
"As incorporadoras avaliam suas próprias condições e mais as demandas de terceiros envolvidos no negócio. Mesmo assim, houve uma retomada importante nos últimos meses do ano", disse.

Com base no resultado de 2020, a expectativa do setor é de que o crédito imobiliário cresça 21% neste ano. Nas linhas com financiamento pelo SBPE, a projeção da Abecip é que a alta seja de 27%.

A expectativa de crescimento está baseada principalmente na perspectiva de que os juros ainda não subirão neste ano ou subirão pouco e de que a pandemia elevou a demanda por imóveis. "As pessoas investiram muito tempo e dinheiro em tornar o ambiente doméstico mais agradável", afirma.

A eventual alta na taxa Selic em 2021 ainda não preocupa o setor, segundo Cristiane Portella. Ou, pelo menos, não em 2021.

"Se ficar em 2% ou 3,5%, que poderia ter um efeito na taxa de juros final dos financiamentos, isso não deve acontecer em 2021. Aliado a uma [expectativa de] melhora na conjuntura, chegamos à estimativa de 27%. Temos que lembrar que em 2017 trabalhávamos com juros [no financiamento imobiliário] de 11% e hoje estamos abaixo de 7%", disse.

A reunião mais recente do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central foi no dia 20 de janeiro, quando a taxa básica de juros foi mantida em 2% ao ano, renovando a mínima histórica.

Na ata divulgada na terça (26), porém, o BC rompeu com o compromisso de não subir os juros. No mercado, há a expectativa que os juros passem de 3% ainda no primeiro semestre deste ano.

Fonte: UOL | Janeiro 2021

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Ciclovia oferece passeio entre copas de árvores

03:47:00
Pedalar há 10 metros de altura, entre as copas das árvores. Nada mal, né? Esta é a ideia por trás da ciclovia que, não à toa, recebeu o nome de Pedalando pelas Árvores, um projeto dos estúdios de arquitetura BuroLandschap e De Gregorio & Partners, na Bélgica. 

A ciclovia faz parte da rede de vias para bicicletas da província de Limburg. Outra característica da ciclovia é o seu formato circular construída dentro da reserva natural de Pijnven a estrutura é formada por um círculo duplo com 100 metros de diâmetro.

A via de cerca de 700 metros de comprimento, tem 3 metros de largura, e um aclive suave que leva os ciclistas para a altura de 10 metros do chão e depois volta ao chão da floresta.

O desenho da estrutura quis oferecer o contato das pessoas com a natureza com o menor impacto possível no meio ambiente e na paisagem. Para isso, a construção inteira usou um único guindaste, que ficava no centro do círculo. A estrutura não usou concreto e as poucas árvores que precisaram ser derrubadas foram reaproveitadas em uma área de descanso próxima da ciclovia. 


“O ponto mais importante para a gente era a construção de uma estrutura com o menor impacto possível na natureza do local, este foi o nosso ponto de partida, explica o fundador do estúdio BuroLandschap, Pieter Daenen.

“As árvores eram uma prioridade. Não faria sentido criar uma ciclovia chamada pedalando nas árvores e prejudicar as árvores deste lugar. Foi um desafio preservar as árvores em meio a uma construção de 100 metros de diâmetro e 10 metros de altura." 
Pieter Daenen

O objetivo dos idealizadores do projeto era criar uma experiência mágica. E parece que conseguiram. Pieter conta que muitos ciclistas voltam diversas vezes à ciclovia e que a presença de crianças é constante. “A volta de 700 metros nesta ciclovia pode ser realizada com tranquilidade mesmo por quem não tem muita experiência ou bom preparo físico”, garante ele.

As cores da ciclovia também foram pensadas para não causar um impacto muito grande na paisagem. A estrutura de aço tem uma cor que fica entre o marrom e o laranja, lembrando bastante a cor da terra ou dos troncos de árvores nativas. “Esta é uma cor muito presente na natureza, além do verde das árvores, e não contrasta com a paisagem”, conta Pieter. 

“Os postes de sustentação se assemelham aos troncos das árvores, para parecer a estrutura você tem que estar bem próximo de longe, é difícil de distinguir a construção da paisagem natural."
Pieter Daenen

Para o arquiteto é importante que as pessoas visitem esta região e por meio da ciclovia, se apaixonem pelas florestas desta reserva natural. Isso vai ajudar na preservação do local, aumentando o número de pessoas que visitam a Floresta de Bosland, ainda pouco conhecida pela população.

“Estas pessoas vão ajudar a movimentar a economia local. Com o poder público enxergando o valor que as florestas conservadas podem ter para a economia, a tendência é que políticas de conservação tenham cada vez mais apoio”, torce Pieter.

Fonte: Ciclo Vivo | Janeiro 2021
 

 

Sobre a

IMMOBILE Arquitetura

Ela foi idealizada em 2008 pelo arquiteto e urbanista Expedito Junior, com o objetivo de criar e implementar projetos de alta performance e profundidade técnica, executados para atingir os melhores índices de rentabilidade de acordo com a individualidade de cada empreendimento e negócio. Constituída por uma equipe de profissionais que possuem diferentes visões de mercado, procuramos manter um relacionamento estreito com os investidores, construtores e principalmente possibilitando a maior eficiência e agilidade nos processos de criação, regularização e entrega.




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