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terça-feira, 13 de abril de 2021

CONHEÇA A CASA IMPRESSA EM 3D QUE É A PRIMEIRA NO MUNDO A RECEBER MORADORES

04:40:00
Os objetos impressos em 3D estão cada vez mais comuns e mais acessíveis. Então, por que não imprimir moradias? Essa ideia já é real e, inclusive, uma casa impressa em 3D na França é a primeira a receber moradores. Vamos conhecer um pouco mais sobre essa casa?

  • CASA IMPRESSA EM 3D
A casa fica em Nantes e possui 95 metros quadrados e quatro quartos. A casa foi projetada por arquitetos e pesquisadores e programada em uma impressora 3D. As camadas de parede foram impressas a partir do chão. Essas paredes são compostas por camadas de poliuretano preenchidas com cimento, o que as torna espessas, isoladas e com alta durabilidade. 


Um detalhe é que ela foi construída entre árvores antigas da propriedade. O design da casa também e diferenciado: as paredes são curvas, o que promove a melhor circulação de ar e, assim, reduz os efeitos provenientes de umidade. Ainda, há controles digitais para pessoas com deficiência.

O projeto é do município local com a Universidade de Nantes. Ele é como um experimento antes de iniciar a impressão em massa de casas com menor custo e de forma mais rápida. Isso porque a revolução da impressão 3D também acelera o processo de construção.
 


A casa em Nantes foi impressa em 54 horas. A demora na construção foi proveniente do acabamento, que envolveu a instalação de telhado, janelas, portas e outros itens e levou cerca de 4 meses. Agora, os construtores acreditam que podem imprimir a mesma casa em apenas 33 horas.

  • CUSTO E FUTURO DAS CONSTRUÇÕES IMPRESSAS EM 3D
O custo da construção foi de, aproximadamente, €200.000 (cerca de R$850 mil). Ele representa uma redução de 20% no custo de construções tradicionais em alvenaria. Com a redução dos custos da tecnologia, a expectativa é de que o custo seja redução para 25% nos próximos 5 anos e que, dentro de 10 ou 15 anos, chegue a uma redução de 40%. 

Atualmente, o idealizador do projeto sonha em criar um bairro da mesma forma. Ele também trabalha em um projeto de impressão de casas 3D no Norte de Paris e em um edifício comercial de 700 metros quadrados. Ele tem inclinação para projetos de habitação social e, quando idealizava o projeto da casa em Nantes, queria criar uma casa de habitação social e com arquitetura moderna.

A primeira família francesa a habitar essa casa em Nantes é a primeira no mundo a morar em uma casa impressa em 3D. Com a impressão 3D, acredita-se que os arquitetos poderão ser mais criativos e terão mais liberdade na hora de projetar as formas das casas que serão construídas. Como não há geração de resíduos considerável, a casa impressa em 3D também é considerada mais sustentável.

Fonte: Blog da Arquitetura | Abril 2021
Referências: BBC; Génie-inc; Intellivoire; Le Moniteur.

terça-feira, 23 de março de 2021

Faltarão 11,9 milhões de casas para brasileiros

11:20:00
O chamado déficit habitacional, conta feita para mostrar quantas moradias faltam no Brasil, continua alto. Entre 2020 e 2030, serão necessários 11,9 milhões de casas para cobrir a demanda das famílias brasileiras. Os dados são de um estudo inédito da Ecconit Consultoria Econômica encomendado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). o cálculo é que até 2019, o déficit habitacional estava em 7,9 milhões de residências. Porém, a formação de novas famílias e as mudanças socioeconômicas tendem a aumentar a demanda. 
Fonte: Freepik

Os dados mostram que há muito espaço para a expansão do setor, um dos maiores empregadores tanto diretamente quanto nas cadeias produtivas. O que falta para o destravamento desse potencial, é a melhora do ambiente de negócios brasileiros, demanda comum a tantos setores. Com as reformas, o Brasil poderia endereçar preocupações a setores essenciais, e não apenas para bancar a máquina pública, avalia a associação que representa as incorporadoras.

Segundo Luiz França, presidente da Abrainc, a reforma administrativa, que visa diminuir os gastos do governo com ele próprio é importantíssima para abrir espaços a investimentos no país.
“A reforma administrativa é fundamental porque se começa a ter equilíbrio na conta dos governos, tendo superávit. Quanto mais sobrar em despesas administrativas, há capacidade de reinvestimento e parte disso poderia ir para projetos prioritários”.

O setor argumenta que a construção civil deveria ser um desses pela forma que movimenta a economia. No ano passado, por exemplo, a construção foi responsável por 112 mil novos empregos com carteira assinada do saldo de 210 mil no ano.
“Esse investimento em setores prioritários volta em empregos e tributos para o governo, além disso, moradias adequadas ajudam na qualidade de vida de futuras gerações”.

A maior parte da demanda habitacional para os próximos anos está entre as famílias que recebem entre 1 a 3 salários mínimos. Elas devem demandar 5,2 milhões de residências, representando 44,4% do total. A necessidade dessas pessoas ocorro, além da formação de famílias, por condições inapropriadas de moradias, como má estrutura para habitação familiar ou ônus excessivo com aluguel, isto é, pagar mais do que pode em uma moradia alugada.

Tal público é o grande alvo de programas habitacionais do governo, como o Casa Verde e Amarela (ex- Minha Casa, Minha Vida), que utiliza subsídios do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço para a construção de residências. “O que hoje determina o ritmo de construção é a capacidade que o FGTS tem para prover o subsídio para as pessoas. Há capacidade, tecnologia, número de empresas e condições que nos daria a capacidade de construir mais, mas temos esse limitante porque não há como pagar mais”.

O uso do FGTS nos programas habitacionais mostra que o acesso a casa própria está muito vinculado com o ritmo do mercado de trabalho. O Fundo de Garantia é um benefício constitucional garantido a trabalhadores com carteira assinada. Mensalmente, a empresa deposita 8% do valor do salário em uma conta vinculada. Os cotistas têm direito de utilizar seu saldo na compra da casa própria, seja como entrada ou para amortizar as parcelas. Já parte do saldo total do fundo é voltado como estímulo à construção civil. Essa modelagem do programa faz com que, mesmo com crises como a do novo coronavírus, não haja diminuição da demanda no segmento. O mercado formal, em 2020, criou vagas.
“Mesmo com perda de renda e desemprego, ainda há um volume enorme de pessoas empregadas. Por causa deste fenômeno nós verificamos que não houve nenhuma redução da demanda de baixa renda”.

Porém, pensando na sustentabilidade da demanda, esse é mais um ponto em que as reformas que melhorem o ambiente de negócios do país também são importantes, porque podem estimular o mercado de trabalho, e consequentemente a construção civil.

O déficit habitacional entre as faixas intermediárias, entre 3 e 10 salários mínimos de renda domiciliar, responderia por quase 1/3 da demanda total, restando pouco menos de 6% para a faixa superior, acima de 10 salários mínimos. No caso dessas faixas, a principal influência é a formação de novas famílias e a mobilidade social. França afirma que, na pandemia, muito disso foi visto.
“Muita gente começou a achar o espaço que mora inadequado. Pessoas querendo espaço maior, áreas mais inteligentes ou terraços e varandas. Isso só foi visto porque a pandemia fez com que muita gente passasse mais tempo em casa. Isso movimenta o mercado e traz demanda de novos empreendimentos.”

Fonte: Abrainc / Março 2021

terça-feira, 16 de março de 2021

A vida além do carro

04:42:00
Em 22 de setembro, foi celebrado o Dia Mundial Sem Carro. Criada em 1997, na França, a data tem o objetivo de incentivar a reflexão sobre o uso excessivo do automóvel e propõe àqueles que se deslocam diariamente usando carros que repensem esse hábito ou, em muitos casos, essa dependência.

Mobilidade sem carro, aliás, é o tema do momento. Políticas urbanas, pesquisas e seminários vêm sendo realizados por especialistas de diferentes áreas (arquitetos, urbanistas, engenheiros, administradores e especialistas em meio ambiente) em torno do assunto. Apesar disso, basta lembrar que o século 20 foi a era dos automóveis para constatar que o legado da cultura do carro ainda é bastante visível na maior parte das metrópoles mundiais.

Correndo atrás do prejuízo
Com o trânsito, a poluição e mesmo o sedentarismo chegando a níveis inaceitáveis em muitos lugares, o modelo de desenvolvimento baseado no carro vem sendo altamente criticado e desencorajado. A boa notícia é o aumento dos investimentos em soluções que favoreçam a andabilidade (cidades mais caminháveis), o uso da bicicleta e do transporte coletivo. Conheça projetos e alternativas de mobilidade que apontam para um futuro mais sustentável e menos engarrafado.

Sobre o mar  
Copenhague apostou na construção da ponte Cykelslangen (Serpente de Bicicleta, em tradução livre) para se tornar ainda mais amigável aos ciclistas. Inaugurada em 2014, a estrutura tem 230 metros de extensão e parece serpentear sobre o mar. O projeto do DISSING+WEITLING architecture se tornou exemplo de sustentabilidade. 

Construída em Copenhague, na Dinamarca, a ponte para ciclistas Cykelslangen serpenteia o mar e se tornou exemplo de sustentabilidade. Crédito: Rasmus Hjortshoj/Dissing+Weitling architecture

Legado olímpico
O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) começou a ser testado no Rio de Janeiro em junho deste ano, a poucos meses do início dos Jogos Olímpicos. Silencioso e não poluente, o VLT é movido à eletricidade e acomoda até 420 passageiros, que podem viajar bem acomodados e são beneficiados pelo ar-condicionado. Ao contrário dos antigos bondes que percorriam as ruas do Rio entre os séculos 19 e 20, o VLT não possui fiação aérea, a energia é captada por um trilho posicionado entre a superfície e o rolamento. Foi pensado também para proporcionar um passeio agradável pelo centro da cidade. As janelas envidraçadas permitem aos passageiros admirar as belezas da paisagem.

Um dos legados do Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o VLT é um meio de transporte não poluente e oferece aos passageiros conforto e uma bela vista da cidade. Crédito: divulgação/Prefeitura do Rio de Janeiro | Agência Brasil

Túnel motorizado
Outro exemplo de transporte rápido e eficiente que ganhou os holofotes é o ônibus-túnel (ou Ônibus Elevado de Passagem) que está em teste na cidade chinesa de Qinhuangdao. Cada veículo tem capacidade para transportar até 300 pessoas. Em comboio, esse número pode chegar a 1.200. Embora a quantidade de passageiros impressione, o que mais chama atenção no imenso ônibus é seu design, inspirado em um túnel, o que faz com que fique suspenso possa se deslocar sobre os automóveis. Além de não ficar preso nos engarrafamentos, o ônibus-túnel não contribui para aumentá-los.
Em fase de teste na China, o ônibus-túnel tem capacidade para transportar até 1.200 passageiros e consegue trafegar sobre os carros. Crédito: Luo Xiaoguang-Xinhua

Ciclista paulistano em foco
As ciclofaixas e ciclovias já fazem parte do cotidiano dos paulistanos há algum tempo. Mas tiveram uma expansão significativa nos últimos anos. Em junho de 2016, já somavam 414,5 quilômetros, extensão seis vezes maior que há dois anos. Com o aumento das vias especiais para ciclistas, cresceu também a quantidade de bicicletas nas ruas de São Paulo. Segundo uma pesquisa do Ibope, o número de usuários de bike aumentou em torno de 70% em 2014. Até 2030, o Plano Municipal de Mobilidade Urbana prevê a criação de mais 1.300 quilômetros de ciclovias na cidade. E não são apenas as ruas que estão se adaptando: para obter o alvará da prefeitura, projetos de construção ou de reforma de edifícios têm que incluir um bicicletário de fácil acesso e estrutura adequada à nova realidade da maior cidade do país. 

Nos últimos anos, as ciclovias tiveram uma expansão significativa em São Paulo, fazendo com que o número de ciclistas na cidade aumentasse 70% em 2014. Crédito: Fábio Arantes/Secom

Projeto ambicioso
No início de 2014, o escritório britânico Foster + Partners divulgou um plano para construir uma rede de ciclovias elevadas sobre as linhas de trem de Londres. Caso seja construída, a SkyCycle terá 220 quilômetros de vias especiais para bicicletas, acompanhando as linhas de trem da região. Com mais de 200 pontos de entrada, a via terá rotas com capacidade para mais de 12 mil ciclistas por hora e ajudará a desafogar o trânsito nas ruas e o excesso de usuários na rede de transporte público da capital do Reino Unido. O entusiasmo do Foster + Partners pela vida sobre duas rodas é tamanho que o escritório criou uma equipe de ciclismo, formada por profissionais da empresa, e investiu em infraestrutura para guardar as cerca de 200 bicicletas dos funcionários que chegam ao trabalho pedalando. 
Ambicioso, o projeto do escritório de arquitetura Foster + Partners, prevê a instalação de 220 quilômetros de vias para bicicletas para desafogar o trânsito de Londres. Crédito: Fosters + Partners

Fonte: Blog Huma / Março 2021

sexta-feira, 5 de março de 2021

Déficit habitacional é de 5,877 milhões de moradias no País

04:02:00

O déficit habitacional no Brasil passou de 5,657 milhões, em 2016, para 5,877 milhões, em 2019. O déficit habitacional relativo foi de 8% em 2019. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (04/03) pela Fundação João Pinheiro (FJP) e constam no estudo ‘Déficit Habitacional e Inadequação de Moradias no Brasil’.


Contratado pela Secretaria Nacional de Habitação do Ministério do Desenvolvimento Regional, o trabalho contempla informações de 2016 a 2019. “Em virtude de mudanças metodológicas, os dados atuais não podem ser comparados com os divulgados até o ano de 2018, que informam resultados até 2015”, destaca a economista do Banco de Dados da CBIC, Ieda Vasconcelos.

De acordo com o estudo da FJP, o déficit habitacional total corresponde a soma de cinco subcomponentes:
  • Domicílios rústicos
  • Domicílios improvisados
  • Unidades domésticas conviventes déficit
  • Domicílios identificados como cômodo
  • Domicílios identificados com ônus excessivo de aluguel urbano.


O estudo constatou aumento da participação das mulheres como responsáveis pelos domicílios característicos do déficit. 

“Esse é um dado importante, porque pode possibilitar novas análises para a formulação de políticas públicas direcionadas à solução do problema”, ressalta Vasconcelos.

O trabalho da FJP também apresenta informações sobre a inadequação de domicílios urbanos. No total, 14,257 milhões possuem carência de infraestrutura urbana e 11,246 milhões de moradias possuem carências edilícias. Portanto, o total de domicílios inadequados no País corresponde a 24,894 milhões. Informativo econômico 04 março 2021 deficit habitacional

A ação integra o projeto ‘Banco de Dados da Construção – BDC’, realizado pela CBIC em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

Veja a íntegra da análise da economista Ieda Vasconcelos no Informativo Econômico do Banco de Dados da CBIC

Fonte: CBIC | Março 2021.

segunda-feira, 1 de março de 2021

China vai criar cidade sem carro a partir de projeto de arquitetos holandeses

11:56:00
Carro virou um estorvo nas cidades que estão preocupadas com o futuro. Nova York, Paris, Londres, Barcelona, Berlim todas essas metrópoles estão desenvolvendo políticas para tirar carros poluidores das ruas e devolver o espaço para o pedestre. Não é uma tarefa fácil mesmo para cidades que têm algumas das melhores redes do mundo de transporte público. Fechar ruas para o trânsito, proibir carros a gasolina depois de 2030, cobrar pedágio urbano, criar ciclovias, adotar políticas em que tudo o que você precisa está a 15 minutos de caminhada são ferramentas poderosas, mas parecem brincadeira de criança diante de um projeto chinês que simplesmente suprime o automóvel numa ilha em Chengdu, a capital da província de Sichuan, conhecida por abrigar as reservas de pandas gigantes no sudoeste da China. 
O projeto da cidade sem carro em Chengdu foi vencido por um dos mais famosos escritórios de arquitetura do mundo, o holandês OMA (iniciais de Office for Metropolitan Architecture). O nome mais famoso do OMA é o do arquiteto e urbanista Rem Koolhas, professor de Harvard e um dos mais influentes pensadores da arquitetura do final do século 20 e início do 21. Koolhas é ambicioso: diz que não se interessa por forma (o gozo da arquitetura modernista); prefere interferir na sociedade. Assinou projetos tão diversos como a sede da TV estatal chinesa em Pequim, a CCTV, e a loja da Prada no SoHo, em Nova York.

A área que o OMA vai fazer a cidade sem carro tem 4,6 quilômetros quadrados, o equivalente a 400 hectares ou 370 campos de futebol. É um espaço de ciência e alta tecnologia. Lá serão construídos 6 conjuntos de prédios para as seguintes funções: universidade, moradia, laboratórios, mercado, espaço público e prédios governamentais. Como se trata de uma área relativamente pequena para os padrões chineses, não é uma divisão similar à de Brasília, com áreas reservadas para moradia, comércio, diversão e embaixadas. Tudo está a 10 minutos de distância, a pé. Quem preferir pode usar bondes elétricos. A população planejada é de 22.000 habitantes, mas a área deve receber diariamente 90.000 pessoas.

A nova cidade deve ficar pronta em 2023, ao custo de US$ 1 bilhão, aproximadamente, uma pechincha para os padrões ocidentais. Todos os recursos são públicos na primeira fase do projeto.

A intenção do OMA é enterrar o urbanismo modernista, do qual Brasília talvez seja o melhor exemplo por privilegiar o carro e praticamente ignorar espaços para caminhadas que não sejam esportivas. Não haverá grandes avenidas. Apenas caminhos para pedestre ou ruas para transporte público automatizado, com veículos sem motorista. “Com esse projeto, esperamos fornecer uma alternativa para o típico plano diretor baseado na tradicional rede de avenidas orientadas para o carro”, disse um dos parceiros do OMA no projeto, o arquiteto holandês Chris van Duijin, após o anúncio do projeto vencedor, no último dia 2.

Como não há grandes avenidas, o foco do projeto é na geografia do terreno. O projeto vencedor preserva morros, como acontecia com a arquitetura tradicional chinesa dessa região, com seus palácios e casas construídos em tabuleiros nas encostas e se confundindo com a natureza. Não há nostalgia para os grides de ruas quadriculados. “Esperamos que a conexão entre arquitetura e paisagem resulte numa dinâmica ambiental para a educação que inspire ideias inovadoras”, afirma Van Duijin.

A aposta da China em confrontar o Ocidente com arquitetura e urbanismo de alto nível começou com as Olimpíadas de Pequim, em 2008. Dois dos prédios construídos para os Jogos Olímpicos estavam entre os mais inovadores do mundo, segundo o crítico de arquitetura da revista New Yorker, Paul Goldberger. São o Estádio Nacional, conhecido como Ninho de Pássaro, um projeto dos suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron junto com o artista plástico Ai Wei Wei, e o Centro Nacional de Esportes Náuticos, similar a um cubo d’água, criado pelo escritório australiano PTW Architects.

O Politiburo chinês, os 8 dirigentes do Partido Comunista que dirige o país, percebeu que arquitetura era uma das linguagens que mudariam a imagem da China. De miseráveis passaram a ser vistos como vanguardistas. Todos os grandes arquitetos famosos do Ocidente e do Japão têm obras de grande porte na China.

Chengdu era conhecida como a terra dos pandas gigantes, mas agora ficou famosa também por tentar uma espécie de Disneylândia da arquitetura contemporânea. Lá será construída a primeira linha de metrô totalmente automatizada, projeto do escritório J&A Sepanta Design, uma junção de um escritório chinês (J&A) com um inglês (Sepanta). A reserva dos pandas está sendo recriada pelo estúdio Sasaki, que tem estúdios em Boston, Denver e Shangai. A cidade tem uma das maiores áreas construídas do mundo no shopping New Century Global Centre, inaugurado em 2013. O prédio tem 500 metros de profundidade, 400 de largura e 100 de altura, tudo em vidro e concreto. Isso tudo resulta numa construção de 1,7 milhão de metros quadrados, na qual caberiam 20 óperas iguais à de Sydney, na Austrália. O resultado é assustador. No link a seguir, é possível fazer um passeio pelo prédio: Let’s Go For A Walk Inside the Largest Building in the World.

Todos esses projetos têm embutido uma operação de marketing da nova China, é claro. Ditaduras adoram usar arquitetura para parecerem simpáticas ao mundo. No caso da cidade sem carro de Chengdu, tudo indica que há inovação além da velha propaganda. 


Fonte: Poder 360 | Março 2021

Sobre a

IMMOBILE Arquitetura

Ela foi idealizada em 2008 pelo arquiteto e urbanista Expedito Junior, com o objetivo de criar e implementar projetos de alta performance e profundidade técnica, executados para atingir os melhores índices de rentabilidade de acordo com a individualidade de cada empreendimento e negócio. Constituída por uma equipe de profissionais que possuem diferentes visões de mercado, procuramos manter um relacionamento estreito com os investidores, construtores e principalmente possibilitando a maior eficiência e agilidade nos processos de criação, regularização e entrega.




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