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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Copom reduz, pela 9° vez consecutiva, a taxa Selic

07:09:00
Dando continuidade ao ciclo de afrouxamento da política monetária, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reduziu nesta quarta-feira (5), pela nona vez consecutiva, os juros básicos da economia brasileira. “A Taxa Selic, que passou de 2,25% a.a. para 2% a.a., está no menor patamar desde que se iniciou o sistema de metas para inflação, em 1999”, ressalta a economista do Banco de Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos.
Conforme as projeções de mercado, com essa redução o Copom encerrou o ciclo de cortes iniciado em 2019, quando os juros estavam em 6,5%.

A expectativa do Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, aponta que a Selic encerrará 2020 em 2%. A menor taxa de juros objetiva fomentar a economia nacional que, em abril, chegou ao fundo do poço com as medidas de isolamento social adotadas em função da pandemia provocada pelo novo Coronavírus SARS-CoV-2.

Apesar da melhora observada nos últimos dois meses (maio e junho), a economia deverá registrar, em 2020, a pior queda do seu Produto Interno Bruto (PIB) desde 1901.

A economista ressalta que há cinco semanas consecutivas as estimativas para o PIB em 2020 têm ficado menos pessimistas em função de resultados positivos em alguns segmentos. No Boletim Focus, as expectativas para o resultado do PIB em 2020, que em 26 de junho deste ano eram -6,54% passaram para -5,66% em 31 de julho. “Nas próximas semanas esse número pode sofrer novos ajustes e indicar um recuo menor do que o atualmente aguardado. Nesse contexto é necessário destacar que alguns analistas já projetam queda do PIB em 2020 de -4,5% a -5,0%”, diz.

Segundo Vasconcelos, dados sobre o emprego formal e também alguns indicadores de confiança contribuem para justificar a melhora das estimativas para a economia nacional. O resultado da pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em julho, é um exemplo.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) cresceu em 29 dos 30 setores da Indústria considerados. O ICEI da Indústria de Construção atingiu 46,3 pontos, após crescer 3,7 pontos em julho. Foi a terceira alta consecutiva do índice, que acumulou elevação de 11,5 pontos no período. Todos os três setores da construção considerados registraram crescimento do indicador, apesar de estarem abaixo da linha divisória que separa falta de confiança.

Fonte: CBIC / Agosto 2020

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Como funciona a linha aquisição de terreno e construção

11:57:00
Este artigo apresenta algumas etapas que podem te ajudar com o processo de financiamento e compra do terreno e a construção de sua casa. Você entenderá de forma simples e rápida como deve proceder para não ter problemas na hora de realizar seu sonho. Linha de financiamento para aquisição de terrenos e construção é uma das mais burocráticas, mas pode valer a pena.
Fonte: Freepik

Como financiar a compra de terreno e construção?
Nessa linha de financiamento, a Caixa ajuda você e sua família a comprar seu terreno e construir a sua moradia e o seu FGTS pode fazer parte do pagamento da entrada.
O financiamento é feito pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e tem como garantia a alienação fiduciária. 
A taxa de juros é a partir de 5% ao ano e a prestação não pode ser maior que 30% da sua renda familiar bruta. Famílias com renda mensal até R$ 3.600,00 possuem descontos especiais na forma de subsídio.

Como é o processo? 
         1. Definição da sua capacidade de financiamento:
Essa informação é fundamental no processo, e é obtida através de uma simples simulação junto à imobiliária. Onde você deve responder um questionário para gerar o valor máximo de crédito possível para a aquisição do imóvel.
As informações devem estar corretas, pois determinarão o seu potencial financeiro para se comprometer com o crédito imobiliário.

A simulação, como o próprio nome diz, fornece uma prévia dos possíveis valores que a CAIXA poderá liberar, mas para termos certeza do valor a ser liberado é necessário separar os documentos pessoais e os comprovantes e solicitar uma aprovação de crédito.
Abaixo, listamos os critérios para a obtenção de financiamento imobiliário junto a CAIXA: 
  • Ter mais de 18 anos ou ser emancipado com 16 anos completos;
  • Ser brasileiro ou possuir visto permanente no país;
  • Possuir capacidade civil e de pagamento;
  • O seu nome não pode estar em cadastros de devedores, como SPC e SERASA;
  • A prestação não pode ser maior que 30% da sua renda familiar mensal bruta;
  • Não ter empréstimos ou financiamentos em andamento;
  • Utilizar o imóvel exclusivamente para moradia.
A garantia do financiamento é a alienação fiduciária do imóvel, ou seja, o imóvel é dado como garantia de pagamento ao financiamento feito com a CAIXA. Em caso de inadimplência, a CAIXA pode tomar o imóvel para quitar o saldo devedor.

         2. Encontre o terreno ideal 
Com a ajuda de um corretor de imóveis habilitado, deve se dar início ao processo de busca de um terreno, dentro dos critérios estabelecidos previamente pelo seu perfil (limite de valor, localização, topografia, posição solar, vizinhos, entre outros).

Neste momento é importantíssimo a figura do corretor, que deverá fazer o acompanhamento de todo o processo, até a assinatura do contrato junto ao banco. E para não haver contratempos, pesquise sobre esse profissional para obter boas referências.

Como é de praxe a compra de terrenos serem realizadas com pagamento à vista e a transmissão da propriedade para o comprador ser realizada pelo valor venal, que geralmente é mais baixo que o valor de mercado, muitos proprietários não aceitam vender seus imóveis nesta modalidade, pois além de terem que esperar entre 90 a 180 dias em média para receber, ainda devem declarar o valor cheio da venda, podendo implicar em recolher o imposto de ganho de capital (15% entre a diferença do valor de compra e venda do imóvel).

Um dica para tornar o negócio mais atrativo para o proprietário do imóvel e o mesmo aceitar vender financiado, aguardando o tempo necessário, é estabelecer um prazo para assinar a escritura junto ao banco, caso o financiamento não seja liberado dentro deste prazo, o valor do imóvel passa a ser corrigido mensalmente pelo índice do mês anterior da poupança, por exemplo, para um terreno no valor de R$ 90.000,00, se considerarmos 0,5%, a correção seria em torno de R$ 450,00.

Outro ponto a observar neste momento é se o terreno foi negociado pelo atual proprietário a menos de 1 ano, neste caso o banco analisará o antigo proprietário também.

         3. Elaboração do Projeto Arquitetônico, Cronograma Físico-Financeiro da obra e Memorial Descritivo 
Após encontrar o terreno e formalizar o contrato de compra e venda, deve-se providenciar o quanto antes junto a um arquiteto ou engenheiro, a elaboração e aprovação do projeto arquitetônico da futura casa junto a Prefeitura.

Com o projeto arquitetônico definido, deverá ser providenciado o cronograma físico-financeiro da obra e o memorial descritivo, onde será descrito o tempo de execução da obra, com o detalhamento dos serviços que serão executados e o percentual de conclusão à cada mês, assim como o detalhamento de todos os materiais que serão empregados na construção.

É importante planejar quais materiais serão utilizados na obra, para evitar trocas ou substituições durante a execução, pois se o engenheiro do banco constatar alguma diferença nos materiais poderá desenquadrar o imóvel da taxa de juros aprovada ou travar o processo solicitando mais documentos que justifiquem a alteração.

         4. Avaliação do Terreno, análise jurídica e assinatura da escritura junto ao Banco 
Depois de aprovar o projeto, elaborar o cronograma físico-financeiro e o memorial descritivo, é montado o dossiê com o pedido de financiamento, o banco irá enviar um engenheiro para averiguar se o terreno atende todos os requisitos para liberação do financiamento e se ele pode ser usado como garantia pela Caixa.

Com aprovação do terreno pela engenharia, todos documentos seguem para a análise jurídica do banco, com tudo certo ele libera o contrato de financiamento, que por lei, tem força de escritura para ser assinado.

         5. Construção 
Após concluir a documentação, o financiamento aprovado e o contrato assinado, você deve decidir se contratará uma empresa que será responsável pela construção e fará toda obra, inclusive fornecendo o material, ou se você mesmo administrará a contratação de mão de obra e compra dos materiais.

A Caixa Econômica Federal trabalha com o sistema de reembolso, isto significa que você precisará dispor de recursos próprios para pagar a primeira etapa da obra e ser ressarcido pelo banco após o engenheiro constatar que tudo foi cumprido de acordo com o cronograma físico-financeiro.

Se você não dispor de todos os recursos necessários para a realização da primeira etapa, uma sugestão é comprar os matérias a prazo, no cartão de crédito por exemplo, e assim que o banco liberar a primeira parcela, efetuar a quitação.
O engenheiro irá à obra mensalmente, ele verifica o cumprimento do cronograma. Se ele disser que a primeira etapa está cumprida, a Caixa depositará a primeira parcela.

Com esse valor, você faz a segunda etapa, aí a caixa libera a segunda etapa e assim sucessivamente até a conclusão da obra, sendo que o dinheiro correspondente à última etapa fica retido até você tirar o habite-se, recolher o INSS da obra para a emissão da Certidão Negativa de Débitos da Receita Federal (CND) e averbar a construção na matricula do imóvel. Ao trazer a documentação comprobatória, a ultima parcela é liberada.

Durante o período de construção, só é cobrado o valor correspondente aos juros do financiamento. A amortização começa à partir da prestação seguinte à da liberação da última parcela do financiamento.

Dicas finais 
Quem deseja comprar um terreno e construir, deve se preparar, pois necessitará dispor de recursos próprios ou de terceiros para arcar com os seguintes custos:
  • Honorários do Arquiteto ou Engenheiro para elaboração do projeto arquitetônico;
  • Encargos de aprovação do projeto junto a Prefeitura;
  • Elaboração do Cronograma Fisico-Financeiro da Obra;
  • Despesas com produtos bancários, taxas de financiamento, escritura, ITBI e registro;
  • Etapa inicial da construção;
  • Emissão do Habite-se, Recolhimento do INSS e Averbação da obra.

Você poderá usar o seu FGTS como parte de pagamento da entrada e poderá financiar até 80% do valor do imóvel, para pagar em até 35 anos. Também é muito importante ressaltar que depois de iniciado o processo de financiamento, não existe possibilidade de uma pausa, você poderá desistir, mas o valor investido não será ressarcido.

A taxa de juros do financiamento é calculada de acordo com a renda e o valor que o imóvel terá depois de pronto, e não pelo custo do terreno e obra somente, isto afeta principalmente projetos que serão realizados dentro do Programa Minha Casa Minha Vida, que possuem um limite de valor para serem enquadrados e receberem os benefícios.

Por exemplo, em um município na qual o limite do Programa Minha Casa Minha Vida seja de R$ 180 mil, temos que ter em mente que mesmo gastando menos do que isto, o imóvel pronto deverá valer até R$ 180 mil. Para projetos financiados pela SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos) não temos este risco.

Com este passo-a-passo você já tem uma ideia de como se preparar para a aquisição do terreno e construção da sua casa através do financiamento imobiliário,

Fonte: Caixa / Especialista em Imóveis | Agosto 2020

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Caixa anuncia novas condições para aquisição de terreno e construção

07:50:00
O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou nesta quinta-feira (30) mudanças na linha de financiamento de Lote Urbanizado e a oferta de taxas de juros diferenciadas para modalidades de Construção Individual. Ambas as modalidades, com funding do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e reajuste pela Taxa Referencial (TR), estarão disponíveis para contratação a partir da próxima segunda-feira (3/8).
Fonte: Freepik

Para a modalidade de financiamento de Lote Urbanizado, poderão ser financiados valores entre R$ 50 mil e R$ 1,5 milhão, com taxa de juros efetiva de até 8,5% ao ano + TR, quota de financiamento de até 70% sobre o valor de avaliação do terreno e prazo de até 240 meses para pagamento da dívida.
“A linha de crédito é muito bem-vinda, porque possibilita escoar os loteamentos já lançados e ajuda nos novos lançamentos para o mercado, além de ser importante para as empresas de desenvolvimento urbano, que contam apenas com linhas próprias de financiamento”, afirma o presidente da Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da CBIC, Celso Petrucci, apesar de defender taxas de juros menores em relação à Selic.

Para o presidente da Comissão de Habitação de Interesse Social (CHIS) da CBIC, Carlos Henrique Passos, “as linhas para compra de lote ou para construção individual são alternativas de acesso a crédito que podem favorecer a sociedade brasileira, principalmente a quem deseja morar em casa, possibilidade com maior viabilidade em cidades pequenas ou médias, em que o preço do lote ainda permite essa alternativa”.
Na avaliação do presidente da Associação das Empresas de Loteamento Urbano (Aelo) e vice-presidente de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Secovi-SP, Caio Portugal, a dinamização das linhas pela Caixa para a comercialização com os lotes urbanizados prontos para construir significa um alento.

Impulsionadas, as linhas trazem algumas novidades:
  • Para a aquisição do lote
Aumento do financiamento de 50% para 70% do preço do terreno
Taxa de juros passa a ser de 8,5% mais TR

  • Na modalidade Aquisição de terreno + Construção ou Construção em terreno próprio
Taxa de juros de 6,5% mais TR
Nas duas modalidades, os adquirentes poderão usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortização do financiamento.
“A Aelo, em conjunto com a CBIC e o Secovi-SP” trabalha há muito tempo, buscando dinamizar o acesso dos loteadores a fundings e financiamentos para o setor. Ainda não alcançamos o objetivo de linhas adequadas para financiar a produção de lotes urbanizados, mas o anúncio já é uma boa notícia para o setor”, afirma Caio Portugal.

Linha de crédito para imóvel como garantia
Já com relação ao anúncio referente à reformulação da linha de crédito para pessoa física com imóvel como garantia, modalidade conhecida como home equity, Petrucci ressalta que a modalidade de financiamento tem taxas atrativas de financiamentos – TR, IPCA ou Taxa Fixa – para quem tem imóvel próprio e pode utilizá-lo como forma de desenvolver novos negócios ou diminuir sensivelmente a taxa de juro que estejam pagando em ouras operações.

A Caixa estima que pode chegar a R$ 40 bilhões em crédito nesta modalidade. Dados do Banco Central mostram que o volume de home equity no Brasil hoje é de R$ 11 bilhões. A Caixa detém R$ 3,5 bilhões desse total, o equivalente a 32%.

Fonte: CBIC / Julho 2020

Sobre a

IMMOBILE Arquitetura

Ela foi idealizada em 2008 pelo arquiteto e urbanista Expedito Junior, com o objetivo de criar e implementar projetos de alta performance e profundidade técnica, executados para atingir os melhores índices de rentabilidade de acordo com a individualidade de cada empreendimento e negócio. Constituída por uma equipe de profissionais que possuem diferentes visões de mercado, procuramos manter um relacionamento estreito com os investidores, construtores e principalmente possibilitando a maior eficiência e agilidade nos processos de criação, regularização e entrega.




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