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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Caixa reduz juros a pessoas físicas em financiamentos habitacionais

12:37:00

A partir de 22 de outubro, as pessoas físicas que assinarem contratos novos de financiamento habitacional pela Caixa Econômica Federal no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) pagarão taxas menores. O banco anunciou há pouco a redução em até 0,5 ponto percentual dos juros, que passarão a variar entre Taxa Referencial (TR) mais 6,25% ao ano e TR mais 8% ao ano, dependendo do perfil do cliente. 
















O banco estima conceder mais de R$ 14 bilhões em crédito imobiliário pelo SBPE, que financia imóveis para a classe média com recursos da poupança, até o fim deste ano. Nos últimos 22 meses, a Caixa reduziu os juros nos financiamentos da casa própria em 2,5 pontos percentuais. Em dezembro de 2018, o mutuário pagava TR mais 8,75% ao ano, como menor taxa.

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, apresentou o impacto da medida em uma simulação de financiamento de R$ 200 mil em 360 meses (30 anos) na taxa mais barata oferecida pelo banco. A prestação inicial, que somava R$ 1.958,48 para financiamentos concedidos em dezembro de 2018, foi reduzida em 25%, para R$ 1.568,52, nos futuros contratos a partir do dia 22.

Nas linhas de crédito corrigidas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que cobram IPCA mais 2,95% ao ano, a diferença é maior. Beneficiada pela baixa inflação em 2020, a prestação inicial para os novos contratos está em R$ 1.040,70, redução de 46% no valor da parcela em relação aos financiamentos concedidos em dezembro de 2018.

Carência
Guimarães também anunciou a prorrogação da possibilidade de carência de seis meses para que o mutuário comece a pagar as prestações dos novos contratos imobiliários. Na compra de imóveis novos, as pessoas físicas passarão os primeiros 180 dias pagando apenas os seguros e a taxa de administração do contrato.

A medida vale para as contratações efetuadas até 30 de dezembro e, de acordo com a Caixa, pode beneficiar mais de 30 mil clientes até o fim do ano. “Isso é muito importante, porque ainda estamos com os efeitos da pandemia. Apesar de o preço dos imóveis estarem se recuperando, entendemos que há enorme espaço para a população continuar a realizar seu investimento na casa própria”, declarou Guimarães.

A Caixa também anunciou a possibilidade de pagamento parcial da prestação para mutuários com dificuldade para retomarem o pagamento integral das parcelas. O cliente poderá pagar 75% da prestação, por até seis meses, ou entre 50% a 75% da prestação, por até três meses. Segundo o banco, a medida poderá beneficiar mais de 620 mil clientes.

Digitalização
O presidente da Caixa anunciou que os tradicionais Feirões da Casa Própria serão realizados de forma virtual em outubro e novembro. Segundo Guimarães, o formato online atende às necessidades do cliente e do mercado.
Para agilizar as contratações e evitar deslocamentos até as agências, a Caixa estenderá a todos os clientes a possibilidade de contratar o financiamento imobiliário de forma 100% digital pelo aplicativo Caixa Habitação. Até agora, o serviço estava disponível apenas nas principais cidades do país.
Atualmente, 2,3 milhões de clientes acessam os serviços por meio do aplicativo. Entre janeiro e setembro de 2020, a ferramenta registrou 326 mil transações diárias.

Estatísticas
As medidas foram anunciadas no dia em que o banco, que concentra 69% do crédito imobiliário no país, atingiu a marca de R$ 500 bilhões na carteira de crédito imobiliário. Desde janeiro de 2019, o volume emprestado para o crédito habitacional cresceu 13,4%, com a concessão de R$ 172 bilhões em financiamentos imobiliários, que atenderam a 887 mil famílias e 2,8 milhões de pessoas.

Fonte: Agencia Brasil | Outubro 2020

Centros Empresariais: conheça as vantagens para investir.

07:49:00

Os centros empresariais têm ganhado cada vez mais destaque no mercado, por oferecerem inúmeras oportunidades e vantagens para seus diversos públicos. Tanto o empresário, quanto seus colaboradores e clientes tem muito a ganhar ao conectarem seus negócios a eles.

Para escolher o espaço ideal, é preciso levar em consideração alguns pontos que atendam bem às suas necessidades enquanto profissional, e às necessidades do seu negócio. Listamos a seguir, alguns deles:

 

Localização

É indispensável escolher uma localização com visibilidade e fácil acesso à outras localidades. Edifícios em avenidas onde circulam muitas pessoas na região, seja a passeio, a caminho do trabalho ou para chegar a suas casas atraem mais pessoas para o seu negócio.

Uma dica valiosa é perceber quais regiões oferecem uma perspectiva de desenvolvimento comercial contínuo para a evolução e sucesso do seu negócio a longo prazo. Além do próprio crescimento urbano onde possibilite surgimento de novos negócios e empreendimentos comerciais e de serviços, a exemplo de clinicas restaurantes, hotéis, etc...

 


Networking

A concentração de empresas de diversos segmentos em um só lugar, além de facilitar a prestação de serviços entre si, abre as possibilidades para estabelecer redes de contatos, o que é hoje indispensável para o desenvolvimento de qualquer profissional.

Trabalhar num espaço onde você está conectado a outros profissionais agrega troca de experiências, conhecimento e melhora as oportunidades mútuas nas carreiras, serviços e demandas são geradas no próprio empreendimento. 

 



Estrutura pensada para o seu negócio

Conectar o seu negócio a um edifício planejado para escritórios, consultórios ou lojas proporcionam mais comodidade para os usuários. Contar com ambientes projetados para atender as demandas das empresas proporciona um maior eficiência e bem-estar nas atividades (saiba mais sobre Neuroarquitetura).

Na escolha do seu empresarial, opte por àqueles que oferecerem áreas comuns equipadas que possam ser utilizadas por todos os condôminos, como sala de reuniões, bicicletário, ambientes ao ar livre para reuniões ou happy hour. 

 


Tranquilidade e Segurança

Outra vantagem que um empresarial oferece é o corpo administrativo com profissionais especializados para a manutenção do centro, prontos a solucionar suas demandas comuns e imprevistos. Além de possuir um sistema de vigilância, com sala de CFTV, por exemplo de monitoramento de acesso.

Os estacionamentos integrados também beneficiam os usuários dos centros comerciais, já que facilitam o acesso e mobilidade. Na escolha do seu empresarial, opte por àqueles que ofereçam diferenciais, como bicicletário com vestiário para condôminos e funcionários.

Estando bem amparado nestes pontos, você consegue focar nos melhores resultados com maior facilidade. Esta é a grande vantagem em investir em um centro empresarial para seu negócio.


Investimentos

Diante dos possíveis investimentos no mercado imobiliário, a modalidade de associação tem ganhado destaque no mercado por oferecer para o investidor, vantagens que vão além dos produtos corporativos tradicionais, como o preço de custo e maior liberdade nos projetos de arquitetura.

Segundo o diretor comercial e arquiteto Expedito Júnior, sócio-fundador da Immobile Arquitetura e da Nova Sergipe, o método associativo é uma formatação onde os aderentes ao grupo formado assumem o desenvolvimento e construção do empreendimento. Em boa parte dos casos, este grupo é administrado por empresas gestoras ou profissionais.

As associações tem regras e formações legais que cabem os interessados conhecerem, assim como outros tipos de investimentos. Devendo ser levado em consideração não apenas o produto imobiliário, mas a própria formação dos custos do grupo de investidores associados, das regras, controle contábeis, dentre outros passos.

Lembrando que as associações não são incorporações imobiliárias tradicionais, onde há uma relação de compra e venda entre o interessado do imóvel com a incorporadora.


Este é o caso do Nexus Empresarial. O projeto assinado pela Immobile Arquitetura e administrado pela Nova Sergipe que segue a preço de custo sob o formato de associação pró-construção será edificado na Coroa do Meio, bairro em franco desenvolvimento econômico e comercial de Aracaju. Saiba mais dos seus diferenciais em www.nexusempresarial.com.br

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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Bioarquitetura

06:38:00

Bioarquitetura o que é? 


A bioarquitetura é uma maneira diferenciada de projetar, considerando especialmente o fator sustentabilidade, a partir do uso de tecnologias saudáveis que procuram diminuir os impactos causados pela construção e da utilização dos espaços. O objetivo é integrar a construção ao ecossistema local, e são essas as diretrizes das escolhas do arquiteto, desde o projeto, até a execução e manutenção. 



O termo ‘’bioarquitetura’’ começou a ser utilizado a partir dos anos 80 por arquitetos e construtores, para designar construções que causam o mínimo de impacto ambiental e buscam uma harmonia com o ambiente natural. É comum nestes projetos aproveitar características de cada região integrando ao meio, para gerar conforto térmico, reduzindo a necessidade de climatização artificial por exemplo. Além de optar por materiais naturais e de preferência produzidos regionalmente, valorizando o trabalho local e reduzindo também os gases emitidos pelo transporte até a obra. 

Como funciona a bioarquitetura? 


A bioarquitetura funciona como uma aliada no desafio de projetar edificações que cumpram com os pré-requisitos de economia de água e energia elétrica, de iluminação, ventilação e resíduos sólidos. Que cumpram o desafio de serem menos impactantes ao meio. 

Na bioarquitetura as casas são projetadas com janelas amplas que auxiliam na ventilação natural, recebem placas fotovoltaicas que retém os raios solares e os transforma em energia elétrica limpa, além de fazer captação da água da chuva que ajuda a reduzir o consumo dos recursos hídricos. Neste tipo de construção as escolhas não são feitas apenas pela estética, as soluções precisam ter aplicação e funções adequadas à proposta. 

Para que esse projeto funcione bem, primeiro deve ser feito estudo aprofundado sobre a paisagem do local onde será inserida. A partir daí são escolhidos os materiais e tecnologias a serem utilizadas. 

Importância da bioarquitetura 


A bioarquitetura é o futuro. Essa é a arquitetura que mais busca promover a interação entre espaços e ecossistemas, que mais preserva atualmente e para o futuro buscando utilizar materiais locais a bioarquitetura evita a necessidade de transportes de longa distância e já proporciona uma economia até nessa fase. 

Como arquitetos, temos o dever de estudar os impactos que isso pode causar e planejar as nossas cidades para receber essa população de forma correta, evitando problemas maiores no futuro.  Considerando a situação atual do país, onde temos um déficit habitacional com o surgimento de submoradias, não estamos prontos para essa grande densidade de pessoas nas cidades.
 
Cabe aos profissionais da área de construção surgir com soluções para que desde já nós consigamos diminuir esses impactos e possamos já planejar o futuro e a bioarquitetura é uma dessas soluções. 

Benefícios 


Muitas são as vantagens de se viver numa casa construída a partir dos conceitos da bioarquitetura:

  • A casa é mais saudável, pois não utiliza materiais que emitem contaminantes ao ambiente interno e externo; 
  • A casa é mais salubre, pois realiza boas trocas de ventilação natural, insolação adequada e isolamento térmico; 
  • A casa é mais econômica, pois tem otimização da energia comprada e produz grande parte da energia renovável que consome (como através de placas solares para aquecimento de água e geração de energia fotovoltaica), bem como do consumo de água que pode ser minimizado através de captação de água da chuva, reciclagens e reuso das águas; 
  • A casa pode proporcionar maior bem-estar, pois é construída para um morador que pode interagir com os ambientes naturais, compostar seu lixo, utilizar as águas para irrigar seu jardim, etc. 

Custos 

O custo deste tipo de obra pode variar bastante a depender do local, da técnica construtiva e dos materiais adotados. O uso da alvenaria de terra, por exemplo, pode ser econômico pois não exige muitos materiais industrializados, contudo, exige mais mão-de-obra pois algumas técnicas são bastante artesanais. 

Por exemplo, um planejamento de conforto natural não precisa de nenhum investimento adicional, por já fazer parte do trabalho do arquiteto. Projetar soluções que aproveitam a ventilação e iluminação naturais ainda traz como benefício uma significativa redução de gastos com equipamentos e consumo energético dos sistemas de climatização. 

Por outro lado, as instalações prediais dos sistemas de autonomia em água e energia, como reservatórios, tubulações e equipamentos, tendem a aumentar o custo inicial da obra. De maneira geral, o valor adicional dependerá do nível de autonomia predial de cada obra. Não podemos descartar a legislação e a segurança de uma obra bem construída: é fundamental e participação de profissionais experientes. Muitas vezes a bioarquitetura pode custar mais caro do que uma construção convencional, mas ela agrega vantagens e qualidades que a fazem valer à pena. Outro custo-benefício positivo é de que alguns sistemas sustentáveis que apresentam um investimento mais alto na hora da construção (como painéis solares e sistemas hidráulicos diferenciados) terão seu custo recuperado ao longo dos anos de uso e economia em relação aos sistemas tradicionais. 

Conforme o cliente tenha abertura e envolvimento com a captação de materiais, priorizamos o reaproveitamento: madeiras e esquadrias de demolição, vidros, refugos de construção, etc. Eles precisam estar em bom estado e o seu assentamento na obra deve fazer um perfeito diálogo com os demais materiais para evitar problemas na utilização e conservação. 

Bioarquitetura no Brasil 


A construção civil brasileira está de forma gradativa incorporando as tendências da bioarquitura, principalmente com as preocupações crescentes em relação ao reequilíbrio ambiental do planeta e com o consumo racional dos recursos naturais. Vale lembrar que 1/3 de tudo aquilo que é explorado da natureza como recursos seguem para a construção civil. 

A bioarquitetura pode ser aplicada seja em grandes projetos ou em projetos “alternativos”, mais simples. Qualquer um pode estar dentro dessa lógica, de casas populares a empreendimentos de alto padrão. 


Fontes: 44 Arquitetura / Morada Natural / AEC web | Setembro 2020

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Minimercados em Condomínios, Será Nova Tendência?

10:25:00
Se por um lado a pandemia do coronavírus mudou o comportamento do consumidor, por outro obrigou companhias a se reinventarem. Segundo um levantamento feito pela empresa de pesquisa de mercado Opinion Box, no topo dos dez novos hábitos dos brasileiros estão mais cuidados com higiene, seguidos pelas encomendas de pequenos produtores e compras em supermercados online. Diante desses novos costumes, algumas empresas enxergaram, na instalação de minimercados dentro de condomínios residenciais, uma grande oportunidade de negócio. 
 
Com sistema inteligente, empresas como Hirota, Vendify, InHouse e Numenu apostam em minilojas para levar conveniência a moradores de prédios residenciais.

Fonte: Vendify
 
A Vendify foi uma delas. Especializada na instalação de pequenas lojas de conveniência dentro de escritórios, a startup viu o seu faturamento despencar logo no início da quarentena.
“Como 100% das operações estavam dentro de ambientes corporativos, nossa preocupação foi buscar receitas em outros canais para salvar a empresa do impacto econômico causado pelo isolamento social”, afirma Valdemir Araújo, CEO da Vendify. Logo veio a ideia de levar o modelo de negócio para os condomínios residenciais com no mínimo, 100 apartamentos. “A ideia é ajudar os moradores a cumprirem o distanciamento social com mais comodidade e menos riscos”, diz ele.
Sem qualquer custo para o condomínio, o modelo é pautado no conceito de “honest market”, no qual os consumidores podem comprar produtos em refrigeradores e prateleiras abertas, como nas gôndolas de um supermercado, e depois pagar por meio de self-checkout (autopagamento). As lojas são monitoradas com sistema de vendas, emitindo dados operacionais e relatórios de gestão em tempo real, assegurando uma contagem precisa de mercadorias, garantindo abastecimento, limpeza e manutenção dos equipamentos conforme demanda de cada ponto de venda.
“Além de tudo isso, o custo é zero, não há franquia contratual e ainda fornecemos os mobiliários, equipamentos e acessórios necessários para o negócio. É realmente muito eficaz”, afirma Valdemir. Assim, o minimercado pode funcionar 24 horas por dia sem a necessidade da presença de funcionários. “Nosso modelo de negócio é totalmente aberto e baseado na confiança, pois acreditamos que a simplicidade não precisa de travas e fechaduras”, afirma Araújo. A startup opera com 55 lojas na cidade de São Paulo e pretende, até o final do ano que vem, inaugurar um modelo de franquia e alcançar 300 lojas instaladas.

 
Com intuito de auxiliar as pessoas durante o isolamento social em decorrência da pandemia do novo coronavírus, condomínios residenciais de Fortaleza estão disponibilizando aos moradores a opção de mercadinhos dentro do próprio prédio. O objetivo é evitar que pessoas que estão inseridas no grupo de risco precisem sair das dependências dos condomínios para ir a supermercados.

Os minimercados são instalados por uma empresa, que viu uma oportunidade na pandemia. "Já observava a tendência do Honest Market nos mercados americano e japonês e vi que, no Brasil, já existia o mercado consolidado em empresas e torres comerciais, mas faltava essa lacuna nos condomínios residenciais. Foi então que decidimos apostar no modelo, e a pandemia veio para acelerar o processo de adoção, visto a comodidade, praticidade e segurança nas compras, já que as pessoas vêm buscando alternativas para reduzir a saída de casa e aglomerações", pontua Leonardo de Ana, CEO da InHouse Market.

Dos carros para os condomínios
Assim como a Vendify, a Numenu teve que se reinventar para sobreviver. Até o início da pandemia, o negócio da empresa era viabilizar a venda de balas, gomas, biscoitos e chocolates em carros de aplicativo. Quando a pandemia começou, ela percebeu o quanto seria impactada e resolveu aproveitar o relacionamento que mantinha com indústrias de bens de consumo como Coca-Cola, Heineken, Unilever e Pepsico para testar a instalação de lojas de conveniência em condomínios a partir de 80 unidades.
 
Fonte: Numenu
 
“A pandemia quebrou nosso primeiro modelo de negócios, mas nos deu a oportunidade de lançar o segundo”, diz Sebastian Lucca Netto, CEO e fundador da Numenu.
O modelo de negócio é bem parecido com o da Vendify. A diferença é que os produtos de chocolates a amaciantes são escolhidos e pagos via aplicativo. O morador só desce no hall para retirar as compras, que ficam em gôndolas abertas. O sistema avisa o melhor momento para reabastecer a estação e seleciona os itens com base no comportamento de venda de cada condomínio. Em três meses de operação, a Numenu está disponível em 40 condomínios e pretende expandir em breve para outras regiões por meio de franquias. “Já vendemos para mais de 8.000 usuários únicos, mas nos condomínios em que atuamos temos mais de 20.000 clientes em potencial”, afirma Netto.

Supermercado em casa
Além da instalação de minimercados, os moradores de condomínios também vêm contando com facilidades como assinaturas de produtos orgânicos e vans da Swift, marca de carne bovina do grupo JBS que opera em alguns prédios com data e hora marcada. Desde julho, moradores de 40 condomínios da cidade de São Paulo também vêm testando o novo conceito de loja da varejista Hirota. Dentro de contêineres adaptados, a rede oferece centenas de produtos, desde frutas e verdura a produtos de limpeza e beleza.
Fonte: Hirota
 
Voltada a condomínios das classes A, B e C com mais de 300 apartamentos, as lojas são totalmente automatizadas. Depois de baixar o app da rede, o cliente tem acesso ao mercado por meio de QR Code. Aí é só selecionar os produtos e pagar por meio de self-checkout.
“As etiquetas de preço são digitais e controladas em nossa Central de Tecnologia. Não existe o atendimento humano”, diz Hélio Freddi, gerente-geral do Hirota Food Express. Entre as categorias mais vendidas pelos novos minimercados estão cervejas, refrigerantes, sorvetes, chocolates e refeições prontas. Afinal, conveniência e comodidade são a alma do negócio.

Benefícios 
"Acreditamos que a pandemia foi um catalisador para nossa solução, mas a grande tendência é que os problemas que estamos resolvendo vão além dela. Nós levamos a ultra comodidade de trazer um mercado 24h para a casa das pessoas. Com isso, evitamos a perda de tempo em trânsito e filas por conta de uma pequena compra, com toda segurança e praticidade de comprar no seu condomínio". comenta Leonardo de Ana, CEO da InHouse. O estoque de cada unidade é constituído de acordo com as necessidades de cada condomínio. "Nós perguntamos aos moradores o que eles mais consomem e com base nas respostas, nós montamos o mercado com estoque personalizado para cada condomínio".

Instalações
Após a escolha do condomínio, a instalação é feita pela empresa em consonância com o síndico. O custo médio para a instalação muda de acordo com cada unidade, que depende da negociação com os fornecedores e o tamanho do mercado.

No local para a inserção do minimercado, é preciso apenas fazer alguns ajustes como instalações de tomadas e cabo para internet, para colocar os refrigeradores, gôndola e totem de autoatendimento.

O fundador da startup também pontua que não há implicações fiscais ou burocráticas para o condomínio, já que todas as operações são feitas pela empresa.
"O contrato que fazemos com os condomínios é de comodato - ou seja, os condomínios apenas cuidam das nossas gôndolas e refrigeradores e nós fazemos toda a parte comercial e burocrática incluindo imposto de renda. Isso tudo é bem padrão na verdade, já é feito há muitos anos com vending machines a novidade está realmente em não usarmos aquelas máquinas mecânicas", relata.

De acordo com ele, o condomínio não tem nenhum custo com as instalações e manutenção, uma vez que "o risco é todo da InHouse". Entre as incubências do condomínio estão apenas o auxílio para zelar pelos equipamentos e "ajudar a encontrar o responsável caso alguém faça mau uso deles ou subtraia uma mercadoria".

Fonte: Exame / Diário do Nordeste / G1 | Setembro 2020

terça-feira, 1 de setembro de 2020

NEUROARQUITETURA

11:45:00

Nunca foi tão exposto o fato de que o espaço físico influencia diretamente no comportamento e nas emoções humanas. Nesses tempos de enclausuramento, esta questão tem ganhado maior destaque e, embora atualmente venha sendo abordada por curiosos e profissionais de diversas áreas do conhecimento, é objeto de estudo de especialistas como psicólogos e arquitetos há algum tempo.

Fonte: Freepik


Segundo o estudo “National Human Activity Pattern Survey”, realizado pela Berkeley Lab Energy, instituição americana que pesquisa e desenvolve tecnologias de energia e redução de impactos ambientais, cerca de 90% do tempo de nossas vidas estamos em ambientes fechados. 


E a Arquitetura diante disto?


Embora não seja nenhuma novidade que projetos de arquitetura se fazem valer de questões como praticidade, ergonomia e funcionalidade para seus usuários, é inegável a importância de que cada vez mais sejam pensados em projetos mais humanizados, capazes de oferecer os estímulos positivos necessários para proporcionar a saúde e o bem estar dos usuários, especialmente em ambientes de trabalho ou nas próprias residências. 

Diante disto, o estudo da neurociência aplicada à arquitetura, a Neuroarquitetura, busca se aprofundar nos efeitos que os ambientes podem causar na atividade cerebral humana, a fim de, a partir de diversas estratégias de projeto, potencializar os benefícios desses espaços para os usuários. 

Imagine trabalhar em um lugar que estimule a criatividade, ou a concentração, ou que certos cômodos da sua casa te tragam experiências de maior relaxamento, por exemplo. Na prática, existem uma série de fatores que quando adicionados estrategicamente aos projetos, levam o usuário a algumas dessas sensações, seja a curto ou a longo prazo. ​ 

Neuroarquitetura na prática


Segundo a consultora de Neuroarquitetura, Andréa de Paiva,


a NeuroArquitetura pode e deve ser utilizada para tornar a ação humana mais efetiva e, acima de tudo, para criar espaços mais saudáveis no curto e no longo prazo. Assim, o princípio maior da NeuroArquitetura deve ser “eficiência com qualidade de vida e bem-estar pessoal”. Tudo isso por meio da concepção e da utilização estratégica do espaço.

Fonte: Freepik


A Neuroarquitetura pode ser aplicada desde o projeto estrutural até os móveis, a decoração, e ao bom aproveitamento de espaços pequenos. Pode estar presente no uso das cores, numa iluminação pensada para cada ambiente, na acústica, na escolha do estilo de mobiliário, etc. 

1. Cores


Um dos exemplos mais práticos quanto a aplicação da Neuroarquitetura é o uso das cores. A psicologia das cores é muito utilizada no design (Gestalt) e marketing e, se utilizada estrategicamente, pode agregar ainda mais ao projeto de arquitetura.

Fonte: Freepik

Tons pastéis, por exemplo, transmitem tranquilidade e sensação de ambiente amplo. Porém, o excesso pode tornar o ambiente monótono. 

Tons vibrantes e cores contrastantes podem ser utilizadas em ambientes mais descontraídos, que demandem criatividade, proatividade, dinamismo. Em excesso, podem deixar o ambiente cansativo e gerar dispersão. 

Tons escuros são tradicionais, transmitem seriedade e consistência. São recomendados para ambientes maiores, já que, em ambientes pequenos, quando não são bem utilizados, podem deixar os ambientes pesados e levar à sensação de sufocamento. 

2. Isolamento acústico 


A depender da proposta do ambiente, é importante pensar no fator sonoro. Em lojas de roupas, por exemplo, é comum o uso de playlists variadas. Em outro espaço, pode-se aproveitar os próprios sons externos da natureza. Ambientes que exigem maior concentração ou sigilo de informações, como escritórios, deve ser pensada uma arquitetura de isolamento sonoro que proporcione maior conforto e segurança para os usuários.

3. Iluminação


A iluminação é outra característica que pode ser utilizada estrategicamente pela Neuroarquitetura. O design biofílico, uma das ramificações da Neuroarquitetura, explora o uso da iluminação natural e seus benefícios para o bem-estar e saúde humana.

Fonte: Freepik


A intensidade da iluminação, seja natural ou artificial, e suas cores estão ligadas a sensações como aconchego e transparência.

O blog Qualidade Corporativa afirma que a iluminação:

  • Está também relacionada à ergonomia do local de trabalho, pois é preciso que cada atividade tenha a iluminação adequada à sua execução. Luz fraca ou excessiva prejudica a visão e gera um desconforto tão grande a ponto de atrapalhar a produtividade.

  • Além destes pontos estimulados pela visão e audição, a Neuroarquitetura pode ser pensada também do ponto de vista da experiência olfativa e tátil (a partir das texturas). A área interdisciplinar é ampla e recente, podendo ser bastante explorada. Espera-se que cada vez mais seja incorporada com responsabilidade e sensibilidade aos projetos de arquitetura e design, e tragam consigo todos os benefícios para quem ocupa estes espaços.

  • Conte-nos se você já conhecia a Neuroarquitetura e de que outras formas pode ser aplicada à arquitetura e, por que não, a outras áreas do conhecimento?

Autora: Isabelle Santana | Designer Gráfico

Fontes: Neuroau / Qualidade Corporativa | Agosto 2020


Sobre a

IMMOBILE Arquitetura

Ela foi idealizada em 2008 pelo arquiteto e urbanista Expedito Junior, com o objetivo de criar e implementar projetos de alta performance e profundidade técnica, executados para atingir os melhores índices de rentabilidade de acordo com a individualidade de cada empreendimento e negócio. Constituída por uma equipe de profissionais que possuem diferentes visões de mercado, procuramos manter um relacionamento estreito com os investidores, construtores e principalmente possibilitando a maior eficiência e agilidade nos processos de criação, regularização e entrega.




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