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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Queda na taxa de juros: a hora certa de comprar o seu imóvel

12:17:00
Boa notícia para quem sonha em conquistar o imóvel próprio: este pode ser o momento para alcançar o objetivo. Com a queda da Selic que é a taxa básica de juros da economia brasileira, as taxas de empréstimos e financiamentos imobiliários oferecidas pelos bancos também reduzem e tornam o início de 2020 propício para os compradores.
“Nesse cenário, o poder de compra das pessoas aumenta, porque elas acabam pagando menos juros durante o tempo de parcelamento do imóvel e desembolsando um valor menor na sua entrada”, explica Leticia Bençal, coordenadora de crédito da Construtora Prestes.
De acordo com Leticia, além da redução das taxas de juros para financiar a compra, tem sido mais fácil conseguir a aprovação da linha de crédito imobiliário. “A conjuntura está mais favorável: o desemprego está diminuindo e as taxas de juros dos bancos estão mais competitivas no mercado. Quando as pessoas estão empregadas, pagando suas contas em dia, a análise de crédito é aprovada mais rapidamente. Há seis meses a situação estava mais difícil. Hoje, o cliente está conseguindo comprar com maior facilidade, já que os bancos estão aprovando as condições que o comprador precisa”, afirma.

  • E como funciona o financiamento imobiliário?
Ao comprar um imóvel, seja ele novo ou usado, o comprador pode financiar seu pagamento. Para isso, ele negocia o crédito imobiliário com um banco, que paga o valor integral do empreendimento para o vendedor. O dinheiro retorna à instituição em parcelas, no prazo combinado e com os juros acertados com o cliente. Cada banco possui suas taxas e condições de parcelamento, que devem ser levadas em consideração na hora de fechar o negócio. É preciso pesquisar qual deles oferece as melhores oportunidades para o bolso do comprador. 

  • Mas vale mesmo a pena financiar?
Comprar um imóvel é um grande investimento e pode exigir comprometimento a longo prazo: ao financiar o empreendimento, o comprador precisa pagar as parcelas da compra ao longo dos anos negociados em contrato. Então, é natural que algumas pessoas questionem se é, de fato, vantajoso assumir esse compromisso. Pois, para a coordenadora de crédito Leticia Bençal, não há dúvidas: o recurso é a melhor opção para quem não pode pagar um imóvel à vista.

“Muitas vezes, a parcela do financiamento é igual ou menor do que um aluguel. Com isso, a pessoa estará pagando por algo que é realmente dela. É vantajoso!”, garante. Entre os benefícios, há a facilidade de liberação do crédito contanto que a documentação esteja correta e que o nome do cliente esteja limpo, as taxas atrativas, que podem partir de 5% ao ano, e as entradas com valores baixos.

Além disso, há a possibilidade de amortizar o valor em um tempo menor do que o previsto. “O que a pessoa ganha hoje, possivelmente, não é o que vai ganhar daqui a dois ou três anos. Com um aumento de ganhos, é possível pagar um valor maior do que a parcela inicialmente acordada, quitando a dívida mais cedo”, diz Bençal.


Fonte: G1.Globo.com / Janeiro 2020

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Caixa quer acelerar negócios ligados ao financiamento imobiliário em 2020

09:18:00
Com uma carteira de cerca de R$ 480 bilhões, banco lidera crédito imobiliário no país; apesar disso, ativos somam R$ 6 bilhões, número considerado tímido.

A Caixa Econômica Federal vai ampliar linhas de negócio ligadas ao financiamento imobiliário em 2020, valendo-se de posição de liderança no setor para ampliar receitas num mercado que vem se recuperando rapidamente no país.

Enquanto prevê crescimento de 30% das concessões de crédito para compra de residências neste ano, a Caixa também planeja acelerar o home equity, empréstimos em que o tomador oferece imóvel como garantia em troca de taxas de juros menores. 

“Isso pode nos ajudar a ampliar o relacionamento com muitos dos nossos clientes”, disse o presidente-executivo da Caixa, Pedro Guimarães.

Com uma carteira de cerca de 480 bilhões de reais no final de 2019, a Caixa lidera com folga o crédito imobiliário no país, com cerca de 60% do setor. Mas embora também seja a maior no segmento de home equity, seus ativos no setor somam cerca de 6 bilhões de reais, número considerado tímido por especialistas.

Além disso, a Caixa está começando financiamento para interessados em comprar cerca de 70 mil imóveis retomados pelo banco por conta de inadimplência, ativos avaliados em cerca de 5 bilhões de reais. Há cerca de dois anos, o banco tentou vender parte dessa carteira em grandes lotes a investidores, mas o leilão fracassou. 

“Achamos que podemos ganhar mais financiando a compra deles”, disse ele.

Desde que assumiu o comando da Caixa no começo do ano passado, Guimarães, um veterano do mercado financeiro, tem defendido o maior uso de instrumentos de mercado como forma de ampliar o volume de recursos para empréstimo imobiliário.

No segundo semestre de 2019, a Caixa lançou uma linha no setor atrelada ao IPCA, principal índice de inflação do país. Segundo Guimarães, o banco já emprestou 5 bilhões de reais por esta linha e aprovou outros 11 bilhões de reais.

Em março, o banco vai lançar na linha imobiliária prefixada. O plano de Guimarães é de que metade do que for originado nestas duas linhas seja securitizado e vendido a investidores.

Vendas de ativos
Enquanto amplia a prateleira no setor imobiliário, a Caixa avança nos planos de se desfazer de ativos não prioritários, como forma de reduzir exigências de capital e ganhar eficiência.

Além dos valores que deve arrecadar com a listagem de seus braços de seguros Caixa Seguridade e de cartões Caixa Cartões, ambos neste ano, o banco estatal também deve avançar com a venda de participações em negócios e imóveis próprios.

Numa mão, a instituição agrupará ativos imobiliários próprios, incluindo de agências bancárias e prédios de escritórios, em dois fundos de 1,5 bilhão de reais cada.

Em outra, manterá o ciclo de vendas de participações diretas, indiretas ou que administra. No ano passado, segundo Guimarães, a Caixa vendeu o equivalente a 15 bilhões de reais em ações, incluindo de Banco do Brasil, IRB Brasil e Petrobras. A instituição pretende ainda se desfazer da fatia de 36% do capital do Banco Pan.

A maioria dos recursos oriundos da venda de ativos, incluindo os que devem ser levantados com a venda de fatias nos IPOs de Caixa Seguridade e Caixa Cartões, tendem a ser usados para devolver ao governo federal empréstimos obtidos na última década recebidos por meio de instrumentos híbridos de capital e dívida (IHCD).

No ano passado, a Caixa devolveu cerca de 11 bilhões de reais. Para 2020, o banco tem plano de devolver cerca de outros 8 bilhões de reais, atingindo quase metade dos cerca de 40 bilhões de reais tomados.

O executivo defendeu ainda a venda de participações detidas pelo FI-FGTS e que são administradas pelo banco, incluindo na empresa de energia Alupar, na companhia de saneamento BRK Ambiental, controlada pela Brookfield, e na VLI Logística.

A proposta de venda da fatia na Alupar foi vetada duas vezes por maioria mínima do conselho do FI-FGTS no ano passado. Segundo Guimarães, se mais um ou dois conselheiros forem convencidos a proposta poderá ser aprovada. 

“Vou apresentar a proposta de venda de novo”, disse Guimarães. “O negócio não exige mais capital e já nos rendeu mais de 200% de retorno.”

Fonte: Exame / Janeiro 2020

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Queda da taxa Selic e mudanças no sistema de financiamento aquecem venda de imóveis

12:57:00

Foto: Freepik

Segundo economistas, momento está favorável para quem pretende comprar um imóvel e setor também interessa investidores. A queda da taxa Selic e mudanças no sistema de financiamento brasileiro têm incentivado a compra e a construção de imóveis no país.

A diminuição da taxa Selic, que é o índice que o Governo Federal paga para quem compra títulos da dívida pública, pelo Banco Central aqueceu o mercado imobiliário. Com isso, segundo a economista Naiara Fracaroli, quando a Selic cai, as outras taxas também tendem a diminuir por efeito cascata.

Há alguns anos, a taxa estava com juros de 10% ao ano. Agora, a diminuição é uma estratégia do governo para aquecer o setor de construção e habitação, o que deixa o momento favorável para quem pretende comprar um imóvel.

"É uma excelente oportunidade por conta da redução dos juros, é um custo de financiamento menor", garante a economista.

Por outro lado, Naiara explica que quem já tem contratos firmados com a taxa anterior que era mais alta, tem a chance de renegociar o financiamento ou pedir a portabilidade para outro banco que ofereça algum tipo de benefício.

De acordo com o gestor comercial de uma empresa que comercializa apartamentos uma das explicações para a melhora no mercado imobiliário também está na política de financiamento habitacional.

A partir de agora, segundo ele, os clientes com renda mensal entre R$ 3,5 mil e R$ 7 mil estão conseguindo condições interessantes de financiamento. "Dentro da primeira semana que teve essa redução, a gente já conseguiu finalizar 88 contratos", comemora Rafael Menezes.

Pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), por exemplo, é possível pleitear cálculos com juros de 6,5% ao ano. Antes, o índice para esta faixa de rendimento era de 9,5%.

Nessa modalidade de crédito, as instituições financeiras captam recursos por meio da poupança. Além disso, a correção não é feita pelo IPCA. Em síntese, o reajuste também tende a ser menor.

O designer gráfico André Mucheroni, por exemplo, optou pela compra de um apartamento em Bauru, em vez de pagar aluguel. O futuro morador conseguiu um financiamento em 260 meses, com parcelas de R$ 560.

"Seria praticamente o dinheiro de um aluguel, mas é um imóvel que eu estou adquirindo. Então é um dinheiro que estou guardando na verdade, além do principal que é ter um lugar para recomeçar minha vida", se empolga André.

Construção civil

O clima também está bom no setor de construção civil. Diretor regional de uma construtora de Bauru, Mauri Leite espera um aquecimento do setor, já que clientes com rendimento maior do que os contemplados por programas sociais podem conseguir financiamentos com taxas mais em conta.

A empresa de Mauri comercializa apartamentos com preços que variam de R$ 200 mil até R$ 1 milhão. Neste contexto, investidores também estão enxergando no setor imobiliário uma forma mais interessante de rendimento do que só as aplicações financeiras.

"Os investimentos hoje pré-fixados tem um rendimento menor e deslumbram no mercado imobiliário com ganho de valorização, ou trocar por renda de aluguéis, ou outro investimento", completa o diretor.

Fonte: g1.globo.com / Janeiro 2020


sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Caixa reduz juros de crédito imobiliário e cheque especial

10:37:00
Foto: Pillar Pedreira/Agência Senado

Taxa mínima cai para 6,5% ao ano e 4,95% ao mês, respectivamente.

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira (12) redução dos juros em três linhas de crédito, após o Banco Central cortar a taxa básica de juros ontem. Em geral, a redução é maior conforme o cliente tem mais relacionamento com o banco, ou seja, contrata mais produtos.

A notícia já repercute no setor de construção civil, com as ações da MRV em forte alta de 5,4% por volta das 13h.

A taxa mínima fixa do crédito imobiliário da Caixa passou de 6,75% ao ano mais a TR (Taxa Referencial), hoje zerada, para 6,5% ao ano mais a TR. A linha só vale para quem tem conta na Caixa, recebe salário pelo banco e tem outros produtos contratados.

Quem recebe salário pelo banco também teve os juros do cheque especial reduzidos de 4,99% ao mês para 4,95% ao mês.

Clientes que apenas tem conta corrente terão os juros do cheque especial reduzidos de 8,99% ao mês para 8% ao mês. Entretanto, essa última redução apenas antecipa uma decisão do BC (Banco Central), que obrigará os bancos a fixar o teto de 8% para essa linha de crédito.

Anunciada no final de novembro, a medida do BC também permite que os bancos cobrem uma tarifa mesmo de quem não usa o cheque especial, apenas para ter o limite disponível. A partir de 1º de junho, basta ter um limite de cheque especial acima de R$ 500 para ser obrigado a pagar essa tarifa. As novas taxas para financiamento imobiliário da Caixa valem a partir de segunda-feira (16), enquanto a queda dos juros no cheque especial só começa em 2 de janeiro de 2020.

TAXA MENOR PARA SERVIDOR PÚBLICO


O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse que, para conseguir uma taxa de juros de 6,5% mais a TR no crédito imobiliário, o cliente depende de um nível de relacionamento com o banco, que vai além de receber o salário na instituição financeira.

Essas relações passam por outros produtos, outras operações de crédito, cartões. Cliente com relação de longo prazo acaba tendo uma taxa menor

Servidores públicos que recebem o salário pela Caixa e têm algum nível de relacionamento com o banco terão acesso a juros de 7,25% ao ano mais TR no crédito imobiliário. Trabalhadores do setor privado com as mesmas condições terão taxas a partir de 7,75% ao ano mais a TR.

BC CORTOU JUROS BÁSICO


O anúncio da redução dos juros do crédito imobiliário na Caixa acontece no dia seguinte à queda da taxa básica de juros (Selic). Ontem (11), O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu baixar a Selic em 0,5 ponto percentual, de 5% para 4,5% ao ano. Essa foi a quarta redução seguida dos juros. Com isso, a Selic atinge seu menor nível na história (o Copom foi criado em 1996).

Essa foi a última reunião do Copom no ano. O próximo encontro do comitê para decidir os juros acontece em 4 e 5 de fevereiro.

A Selic é a taxa básica da economia e serve de referência para outras taxas de juros (financiamentos) e para remunerar investimentos corrigidos por ela. A taxa não representa exatamente os juros cobrados dos consumidores, que são muito mais altos.

Segundo os últimos dados divulgados pelo BC, a taxa de juros média do cheque especial, por exemplo, foi de 305,9% ao ano em outubro, enquanto a do rotativo do cartão foi de 317,2% ao ano.

Fonte: folha.uol.com.br / Dezembro 2019

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