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quarta-feira, 9 de junho de 2021

Financiamento imobiliário dispara, bate recorde e projeta alta de 34% para o ano

06:36:00

Depois de crescer 57,5% no ano passado com R$ 124 bilhões liberados pelos bancos, o volume de financiamentos imobiliários deu um novo salto de 113% no primeiro trimestre de 2021, na comparação com os três primeiros meses do ano passado. De acordo com os dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), as operações entre janeiro e março chegaram ao valor recorde de R$ 43,1 bilhões, com 187,6 mil unidades vendidas. 

E a avaliação é de que, mesmo com o início do processo de alta de juros no Brasil e da escalada dos preços de materiais de construção, a expansão do setor imobiliário deve continuar nos próximos meses. Em meio à forte demanda dos brasileiros pela casa própria ou por novos imóveis, o setor já projeta crescimento superior a 30% nos financiamentos para este ano, ainda que a economia no País esteja sendo afetada pela segunda onda da pandemia do novo coronavírus.

O bom desempenho registrado em março reforçou o otimismo da Abecip, que atualizou sua projeção de crescimento neste ano de 27% para 34%. A expectativa é de que até R$ 170 bilhões sejam usados neste ano para financiar a compra de imóveis novos e usados. Para a presidente da entidade, Cristiane Portella, vários fatores impulsionam a aquisição de moradias, a despeito da crise econômica.

"Em primeiro lugar, ainda há um déficit habitacional muito grande no Brasil, o que significa que há uma demanda enorme para a aquisição da primeira casa ou a troca pela segunda. E também tivemos uma redução importante nos juros", afirma, em referência à queda verificada em 2020.
Segundo Cristiane, em financiamentos longos, de 20 ou 30 anos, qualquer redução na taxa de juros tem impacto considerável no valor da prestação, que passa a caber no bolso do comprador. "A conjuntura atual colocou muito mais pessoas no jogo, em condição de comprar um imóvel ou mudar para um maior", avalia.

Selic sobe

De acordo com os dados do Banco Central, mesmo com o início do ciclo de alta da Selic (os juros básicos da economia) em 2021, a taxa média de juros do crédito imobiliário para pessoas físicas foi de apenas 6,9% ao ano em março deste ano o menor valor da série histórica. Em comparação, em janeiro do ano passado, o juro médio da modalidade estava em 7,4%.
"Outra questão positiva é a possibilidade de se usar diferentes indexadores no financiamento. O consumidor acaba tendo mais opções, o que acirra a competição entre os bancos. Com isso, não temos visto o repasse direto da alta da Selic, pelo menos por enquanto", diz Cristiane Portella.

Desde março, o BC já elevou a Selic de 2% para 3,5% ao ano. O aumento, em tese, também deveria encarecer o juro para o mutuário da casa própria. "Em um mercado em transformação, os bancos passaram a valorizar ainda mais o relacionamento de longo prazo com os clientes", diz a executiva da Abecip.

Por outro lado, enquanto as classes média e alta aproveitam o momento para financiarem imóveis, o governo Bolsonaro zerou verbas para o Minha Casa Minha Vida e as obras de 200 mil casas para as classes mais pobres vão ser paralisadas. Mas, segundo José Carlos Martins, presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), esse corte de recursos para a moradia população mais pobre deve ser revertida em breve.

"É um problema tão absurdo, sem sentido, que só posso acreditar que o bom senso vai prevalecer. Por isso, estou tranquilo", diz.

Fonte: UOL | Junho 2021

terça-feira, 25 de maio de 2021

Mercado imobiliário prevê expansão do setor em 2021

04:49:00
O mercado imobiliário passa bem, mas poderia estar melhor. Em janeiro de 2020, o clima de otimismo estava em alta no setor, que tinha um prognóstico de retomada efetiva dos investimentos e lançamentos em diferentes segmentos. Afinal de contas, entendia-se que o pior da crise econômica já havia passado no Brasil.

Contudo, uma grave crise de saúde global pairou sobre nós e o mundo, minando as perspectivas de crescimento da economia e das empresas. Mesmo se passado um ano, a pandemia da Covid-19 ainda impera como uma grande ameaça, sendo o motivo de entraves para o desenvolvimento de inúmeros negócios e arranjos produtivos.

Apesar deste cenário difícil, o mercado imobiliário reagiu e registrou crescimento de 9,8% nas vendas em 2020, se comparado a 2019, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Para 2021, há uma expectativa de melhora do quadro, sendo esperado um crescimento da atividade do setor em torno de 10%, ante 2020.

Claro que muito deste saldo positivo frente a outros setores econômicos que amargaram quedas nas vendas no ano passado deve-se à estabilidade da Taxa Selic (com patamar histórico de 2%), como também à farta linha de crédito habitacional para a compra de imóveis. Tem relação ainda com a migração de investidores do mercado financeiro para o segmento imobiliário em busca de ativos de menor risco para depositar seus recursos com rentabilidade assegurada a médio e longo prazos.

Mas o mercado imobiliário também fez o seu dever de casa. Com a necessidade do isolamento e distanciamento social, as empresas aceleraram seus processos de digitalização, apresentando soluções digitais para as demandas dos consumidores, com vendas e locação mediadas no ambiente virtual. Um marco deste avanço do setor foi a realização do Salão do Imóvel Ademi-ES em versão 100% digital. O evento contou com a adesão de 26 empresas e contabilizou mais 40 mil visitas únicas no portal.

Os desafios de agora são as sequelas da grave crise de saúde que ameaçam diversas atividades empresariais, incluindo o setor da construção civil em todos os seus nichos. Temos no horizonte uma acentuada da alta inflacionária no Brasil, que pode acarretar numa eventual variação da Taxa Selic, além da falta de insumos afetando diferentes cadeias produtivas e a elevação na ponta do preço dos materiais de construção.

Todos esses fatores exercem uma influência negativa no mercado imobiliário. O foco do setor estará em desenvolver expertises para driblar todas as adversidades. Como se comprovou em 2020, mesmo com cenário adverso, há uma demanda crescente por imóveis. Porém, o setor deve enfrentar, em algumas regiões, uma situação de oferta de produtos aquém do apetite do consumidor, caso não ocorram novos lançamentos.

Fonte: Gazeta | Maio 2021

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Comprar imóvel via internet? Tecnologia moderniza o mercado imobiliário

07:26:00

O mercado imobiliário não era o mais conhecido por inovação tecnológica, pelo menos até 2020. Com a pandemia, o setor tornou-se mais digital para continuar a vender imóveis via internet. Com isso, empresas de grande porte e startups adotaram a tecnologia como aliada, pavimentando um futuro híbrido no qual presencial e digital irão coexistir de forma sem precedentes para o setor. Para o episódio de hoje do EXAME Tech, nossos convidados são Ariel Frankel, CEO da Vitacon, Bruno Gama, CEO da Credihome, e Felipe dos Santos, CEO da Play2Sell.


Para uma empresa como a Vitacon, que já vendida pela internet há anos, a migração para o digital foi menos traumática e o resultado se refletiu nos números. “Conseguimos colocar no mercado 1,35 bilhão de novas mercadorias e vendemos 930 milhões de reais.para isso, usamos muito o atendimento multicanais”, diz Frankel.

O crédito imobiliário também precisou ir para a internet e ser mais simples para empresas do ramo e, claro, para o consumidor. “2020 foi um ano revolucionário no Brasil. Temos um crédito imobiliário 100% digital na empresa hoje, graças ao progresso que tivemos nos últimos 18 meses”, diz Gama, da Credihome.

Devido a esse movimento, a Play2Sell, que treina vendedores com gamificação para atendimento online, viveu uma fase positiva ao ajudar na digitalização das companhias imobiliárias. “Para capacitar o profissional que vende imóveis, tivemos a oportunidade de expandir nossos contratos com os clientes que tínhamos. Crescemos 42% no segundo trimestre de 2020”, afirma Santos.

 

Fonte: Exame | Maio 2021

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Paris é referência em urbanismo sustentável

06:09:00

Um dos principais pilares que sustenta o ideal de smart city é a criação de cidades planejadas a partir do urbanismo sustentável. A cidade de Paris, sediadora do compromisso mundial ‘Acordo de Paris’ que busca reduzir a emissão de gases de efeito estufa, está desenvolvendo projetos urbanos que buscam atingir os objetivos ambientais a longo prazo: arranha-céus que integram diversas técnicas de produção de energia e incentivos para que a população adote padrões de vida ecológicos, ao mesmo tempo respeitando a história arquitetônica da cidade, são parte das novas políticas de desenvolvendo de uma Paris inteligente e sustentável.

Dentro desse contexto, um dos nomes de mais destaque é o do arquiteto Vicent Callebaut. Nascido na Bélgica, mas residente de Paris, Callebaut é conhecido por seus projetos ecológicos que ultrapassam a arquitetura convencional, ao mesmo tempo que buscam desenvolver um futuro sustentável para as cidades. Seus projetos combinam regras bioclimáticas, como o ciclo solar e direções do vento predominantes, além de tecnologias com energia renovável que utilizam turbinas eólicas, energia solar térmica e fotovoltaica, reciclagem de água de chuva, energia geotérmica, biomassa e atualização de material de origem biológica.

Preocupado com a crescente densidade populacional de Paris, a empresa francesa do arquiteto, Vicent Callebaut Architectures, desenvolveu um projeto com vários arranha-céus com produção de energia positiva. O plano é composto por oito estruturas de multiuso localizadas em diferentes pontos da cidade com o objetivo de resolver os principais problemas acerca da poluição que afeta cada distrito, ao mesmo tempo que fornecendo funções essenciais para a vida urbana.

O sistema de torres foi criado com o intento de se encaixar nas estruturas já existentes na cidade: as novas estruturas são construídas em cima das antigas, sendo que os dutos e chaminés são utilizados para sua sustentação. Ademais, o aquecimento e resfriamento, oxigenação e retenção de água de chuva são utilizados para criar unidades autossustentáveis.

Durante a Conferência do Clima das Nações Unidas de 2015, Vicent Callebaut planejou o famoso projeto Paris Smart City 2050, que tem como finalidade transformar Paris em uma cidade verde inteligente, reduzindo 75% do efeito estufa e emissões de gases até 2050. Um de seus últimos projetos, ganhador do Prêmio Europeu 2017 de Arquitetura Philippe Rotthier, consiste em uma aldeia autossuficiente e não poluente em que quase toda sua construção está localizada abaixo da superfície do mar- as estruturas submarinas foram construídas por impressoras 3D utilizando lixo plástico e seriam localizadas na orla do Rio de Janeiro.

Se em 2050 80% da população mundial irá viver em metrópoles, nunca foi tão necessário desenvolver construções sustentáveis que atuem contra as mudanças climáticas. Não é uma tendência, é uma inevitabilidade: é preciso se inspirar nos projetos arquitetônicos da smart city parisiense para um futuro mais inteligente.

Fonte: Estadão | Abril 2021


sexta-feira, 16 de abril de 2021

O mercado imobiliário poderá ter um crescimento de 5% a 10% em 2021.

10:54:00
Um estudo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC) projeta, para o mercado imobiliário em 2021, um crescimento entre 5% e 10% ante 2020. A estimativa também considera um crescimento em torno de 3,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano, o avanço de reformas como a administrativa e a tributária, e a manutenção das taxas de juros do financiamento imobiliário em patamares baixos. 
Fonte: Freepik
 
Para o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Sergipe (CRECI-SE), Sérgio Sobral, o que poderia, no entanto, frustrar essa projeção é os preços dos insumos e o risco de desabastecimento de produtos.

Segundo Sérgio Sobral, “isso faz com que o setor ainda tenha receio em novos lançamentos, principalmente depois da suspensão do Programa Casa Verde e Amarela”. O mercado é muito sensível às ações do governo e “Toda ação adotada, gera um efeito. Se por um lado temos que ter otimismo, por outro, precisamos de cautela”, concluiu.

O superaquecimento dos custos afeta também as margens de rentabilidade das empresas como no caso de unidades do Casa Verde e Amarela já vendidas. Isso acontece porque no mercado de baixa renda não há correção das parcelas dos clientes pelo INCC, pois o cliente é encaminhado para o financiamento bancário logo após fechar o contrato com a construtora.

Fora do Casa Verde e Amarela, a solução das empresas tem sido repassar os ajustes para o preço final dos imóveis. Aí, sim, os contratos são corrigidos pelo INCC, o que ajuda a preservar as margens. Por outro lado, há uma preocupação do empresariado de que o reajuste expressivo onere excessivamente os mutuários e acabe por gerar incapacidade de pagamento.

Fonte: CRECI-SE | Abril 2021

Sobre a

IMMOBILE Arquitetura

Ela foi idealizada em 2008 pelo arquiteto e urbanista Expedito Junior, com o objetivo de criar e implementar projetos de alta performance e profundidade técnica, executados para atingir os melhores índices de rentabilidade de acordo com a individualidade de cada empreendimento e negócio. Constituída por uma equipe de profissionais que possuem diferentes visões de mercado, procuramos manter um relacionamento estreito com os investidores, construtores e principalmente possibilitando a maior eficiência e agilidade nos processos de criação, regularização e entrega.




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