sexta-feira, 29 de maio de 2020

Mercado imobiliário e possíveis transformações.

13:14:00
Imagem: Freepik

No entendimento do empresário, Peixoto Accyoli, presidente da franqueadora imobiliária, Remax Brasil, o mercado imobiliário passará por muitas mudanças após a pandemia de covid-19.

Se por um lado, o sistema de trabalho em  “home office”, adotado em várias atividades da economia durante a quarentena, já resulta no questionamento da necessidade de ocupação da quantidade atual de áreas de escritórios por empresas, por outro, o fato de muita gente estar trabalhando de casa tem apontado, segundo o executivo, que as moradias precisam oferecer mais infraestrutura e mais privacidade.

“O mercado imobiliário passará por uma transformação gigante, nunca vista. Hoje, me pergunto se faz sentido alugar 800 metros quadrados na rua Estados Unidos, região nobre dos Jardins, em São Paulo, para ter minha sede. Isso faz sentido, do ponto de vista do negócio, na nova sociedade?”, diz Accyoli.

O executivo questiona se, após a experiência coletiva de “home office”, a descentralização das atividades, em estruturas físicas menores, não seria a melhor opção para evitar que colaboradores levem entre uma hora e uma hora e meia para chegar ao trabalho. “O desejo de estar no burburinho pode ser menor”, diz.

Ele também conta que está revendo sua própria decisão de onde morar. Accyoli vivia com a esposa em um condomínio residencial na Aldeia da Serra, em Barueri. Cansada do trânsito, a família se mudou para local próximo à sede da rede de franquias. Agora, trabalhando de casa e vislumbrando a possibilidade de, após o fim da pandemia, a adotar o “home office” duas ou três vezes por semana, a qualidade de vida oferecida pela Aldeia da Serra se tornou bastante atrativa outra vez para o executivo.

“Mais gente vai considerar trabalhar de casa depois do período de isolamento”, afirma Accyoli.
Segundo ele, na definição da planta das unidades, será necessário considerar que um casal poderá trabalhar mais da metade do tempo em casa.

Em meio a essas reflexões, Accyoli vem adotando medidas que se fazem necessárias no novo cenário. “Orientamos que os franqueados analisem a necessidade de reprecificação dos imóveis. Se o proprietário tem urgência de vender o imóvel, vai precisar mexer no preço”, diz o presidente da empresa.

Na segunda quinzena de março e na primeira quinzena de abril, o ritmo de comercialização de unidades da rede de franquias se manteve conforme o planejado e com crescimento na comparação anual. “Boa parte dos imóveis já tinham sido visitados”, conta o executivo. Foi possível cumprir também a meta de aumento do número de franqueados. Em 16 de março, a rede de franquias fechou seu escritório e criou um comitê de crise. “Mudamos a forma de nos comunicar com o mercado”, diz. Os colaboradores optaram por redução de salários. Não houve demissões. Segundo Accyoli, a empresa tornou disponível para todos os franqueados a ferramenta Zoom PRO para conversarem com os clientes.

De acordo com o executivo, o período de janeiro a março foi o melhor trimestre em faturamento já registrado pela Remax. O Valor Geral de Vendas (VGV) comercializado cresceu 56%, para R$ 659,69 milhões. Considerando-se apenas as mesmas lojas, a expansão foi de 28%.
O número de franquias da empresa em operação teve crescimento de 64%, e o de agentes imobiliários e corretores em treinamento aumentou 86%, para 4.514 pessoas.

Fonte: Valor Econômico / Maio 2020.

terça-feira, 26 de maio de 2020

Construção Civil reforça importância do setor na recuperação do país

11:06:00

Fonte: Freepik

Os vice-presidentes da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) das áreas de Indústria Imobiliária, Celso Petrucci, e de Habitação de Interesse Social, Carlos Henrique de Oliveira Passos, participaram no dia 24 de abril do Seminário da Indústria da Construção Civil 2020, do jornal A Tribuna de Santos e Região. Via webinar, o debate foi sobre o cenário atual e a importância do setor da construção para a recuperação no pós-pandemia.

Segundo Celso Petrucci, a previsão inicial é de que o mercado imobiliário retome seu ritmo ainda em agosto, embora não na mesma velocidade demonstrada em janeiro e fevereiro deste ano, liderado por São Paulo.

A estimada de queda nas vendas, segundo pesquisa realizada pelo Bradesco e apresentada na semana passada durante live, está entre 21% e 23%, o que, segundo Petrucci, é inferior ao recuo de 45% registrado na crise de 2008. “Nosso produto vai sair fortalecido em relação a outros ativos financeiros”, afirmou.

Ambos descartaram o distrato como problema neste momento de pandemia, tanto em razão da Lei nº 13.786/2018, que disciplina a resolução do contrato por inadimplemento do adquirente de unidade imobiliária em incorporação imobiliária e em parcelamento de solo urbano, quanto dos investidores não terem retornos melhores. “Neste momento, a economia desfavorece o pedido de distrato”, diz Petrucci. “As pessoas estão mais em busca da necessidade do que de transformar a incorporadora em um banco”, reforçou Carlos Henrique.

Para potencializar a venda de imóveis novos durante a pandemia e gerar novos postos de trabalho na construção civil, o vice-presidente de Habitação de Interesse Social (HIS) mencionou a campanha Vem Morar, lançada na semana passada para estimular a compra de imóveis.

Articulada pela CBIC e pela Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias Abrainc, com duração inicial de 60 dias, a campanha conta com a parceria da Caixa Econômica Federal e contempla desde empreendimentos do Minha Casa Minha Vida (MCMV) até empreendimentos de alto padrão com benefício mínimo de 3 mil reais sobre o valor do imóvel.

Carlos Henrique destacou que o consumidor terá condição especial de seis meses (180 dias) para pagar a primeira parcela e as construtoras, como forma de capital de giro, a antecipação de até 10% do valor do contrato para as obras em andamento. “É uma medida que, além de trazer o benefício ao cliente, mantém a relação do construtor com o mercado”, menciona, citando que já há empresas que estão realizando vendas via plataforma digital.

Além disso, o vice-presidente de HIS ressaltou que a carência social por habitação e infraestrutura urbana – saneamento, logística – ficou ainda mais latente durante a pandemia, o que reforça a necessidade de oferecer soluções para movimentar a economia. “A CBIC enxerga a construção como principal ator de reativação da economia”, frisou.

Sobre paralisação, os vice-presidentes da CBIC destacaram que a percepção é de que não foi intensa na construção, apesar da paralisação total em Pernambuco, Ceará e Piauí. No entanto, a produtividade não é a mesma em razão do afastamento dos trabalhadores que têm mais de 60 anos ou pertencem ao grupo de risco. “Temos contado com apoio da CBIC, do Seconci e do Sesi no sentido de criar protocolos para as empresas do setor”, afirma Carlos Henrique.

Sobre as lições aprendidas e que devem ser aplicadas no pós-pandemia, os vice-presidentes citam o bom desempenho dos trabalhadores em home office, o que deve influenciar no mercado corporativo, onde as empresas terão instalações mais compactas.

Ao criticar os contínuos saques de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), como o proposto na Medida Provisória 946/2020, que prevê liberação de R$ 1.045,00 por trabalhador, Petrucci reforçou que o FGTS é mais importante do que a caderneta de poupança para o crédito imobiliário e que também financia o saneamento básico no país. “O que se construiu de 1966 até hoje no Brasil muito foi por conta dos recursos do FGTS e menos da SPBE”, alertou

Petrucci reforçou que no site, na área ‘CBIC Urgente – Combatendo o Covid-19 com informação’ estão disponíveis as iniciativas desenvolvidas pelo setor neste momento de pandemia.

Fonte: CBIC / Maio 2020

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Programa “Vem Morar” dará desconto mínimo de R$ 3 mil para imóveis.

06:16:00

As construtoras e incorporados iniciaram uma campanha, batizada de “Vem Morar”, em parceria com a Caixa Econômica Federal para estimular a compra de imóveis.

A operação inclui imóveis econômicos, assim como unidades do programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) e empreendimentos de alto padrão. Dessa forma, o projeto prevê a concessão de um desconto mínimo de R$ 3 mil sobre o valor do imóvel.

A Caixa irá oferecer um período de carência de seis meses para o início do pagamento do financiamento imobiliário. Da mesma forma, as construtoras e incorporadoras que integrarem o programa deverão disponibilizar o desconto mínimo, que poderá ser feito por meio de um desconto no valor do imóvel, na isenção de taxa ou no imposto.

Em primeiro momento, a iniciativa tem previsão de durar 60 dias e ainda poderá ser prorrogada no futuro. O objetivo não é somente preservar o emprego, mas também gerar novos postos de trabalho no setor de construção civil durante a crise causada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Para o comprador na comercialização de imóveis, a oferta de condições especiais foi articulada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pela Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC).

Além disso, a Caixa autorizou as companhias a utilizar sua marca para atrair pessoas para o projeto. Construtoras e incorporadoras atenderão a uma série de requisitos e o agente financeiro prometeu concluir os pedidos no prazo de 24 horas. A campanha ocorrerá simultaneamente em todas as regiões do País.

Financiamento de imóveis cresce 42,7% em janeiro

Conforme dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), os financiamentos para a compra e construção de imóveis no Brasil cresceram 42,7% em janeiro ante o mesmo período de 2019, e somaram R$ 7,27 bilhões.

Quando comparado ao mês de dezembro, a concessão de financiamento para imóveis caiu 16,1% em janeiro. A associação informou ainda que o crédito imobiliário aumentou 37,9% nos últimos 12 meses até janeiro, chegando a R$ 80,9 bilhões.

O número de imóveis financiados no primeiro mês de 2020 chegou a 27,8 mil, com alta de 38,9% na comparação anual. Nos últimos 12 meses, os aportes foram destinados para 305,8 mil propriedades, com um avanço de 31,4%.

Fonte: Suno / Exame | Maio 2020

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Casa de 96 anos Futurista e auto- sustentável?

05:16:00

Se você passar em frente a essa discreta casa de 3 andares localizada na Summer Road, em Cambridge, Massachusetts, provavelmente não imaginaria a alta tecnologia arquitetônica e de engenharia da residência.

Crédito da foto: Forbes

A casa, conhecida como House Zero, possui mais de 4.600 metros quadrados e foi construída em 1924. Ganhou este nome com as reformas tecnológicas que permitiram zero emissões de carbono e requer quase zero de eletricidade de rede para aquecimento e resfriamento, além de reduzirem os gastos de energia em 90% comparado a casas similares. Ela possui aproximadamente 300 sensores, monitorando mais de 17 milhões de pontos de dados diariamente e é uma experiência do professor de arquitetura de Harvard e diretor do centro de Cidades e Edifícios Verdes do Campus,Ali Malkawi.

Ele notou que enquanto as alterações climáticas continuam a acontecer – e as temperaturas, a subir – será cada vez mais necessário transformar prédios e edifícios antigos em estruturas eficientes em termos energéticos.

O objetivo do professor Malkawi hoje é liderar esse movimento e a partir dos dados da House Zero gerar softwares que tornem essa tecnologia acessível e replicável em outras construções no mundo inteiro.

Simples ajustes levam a melhorias tanto no planeta e meio ambiente como no próprio bolso. Algumas das soluções presentes na casa:

  • Janelas e claraboias maiores para ventilação e captaçã de luz natural durante o dia e à noite; 
  • Sensores que fazem as janelas abrirem e fecharem quando detectado alto teor de CO2 no ambiente; 
  • Detectores de temperatura para identificar quais cômodos da casa precisam de mais resfriamento ou aquecimento de ambientes; 
  • Isolamento térmico atraves de jeans azuis usados para manter a temperatura amena tanto no calor quanto no inverno. 

Ou seja, conforto, praticidade e zero gasto com ar condicionado ou aquecimento, pois a casa inteira e o software de inteligência foram projetados para o morador nao se preocupar mais com isto. 
''Essa estrutura é a primeira tentativa para que possamos entender o comportamento complexo dos edifícios'', diz Malkawi, que mantém seu escritório na House Zero.

Para obter resultados mais eficientes, o professor considera replicar a experiência em outros lugares, como Colômbia e China, entre outros. 

Este movimento de sinergia entre criatividade, inovação e sustentabilidade na construção civil é importante no âmbito da responsabilidade social e ambiental, uma vez que as necessidades surgem a partir do desenvolvimento das sociedades. A tecnologia, portanto, é um caminho para a evolução e consolidação deste setor. 



Fonte da matéria Startse

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Venda de imóveis será incentivada por juros baixos

10:24:00
A venda e compra de imóveis em todo o país deve retomar o ritmo de crescimento até o final do ano. Apesar do cenário ser ainda muito incerto em relação ao retorno da atividade econômica, especialistas do setor imobiliário se mostram otimistas e acreditam que a crise não deve penalizar fortemente o setor.

Fonte: Freepik  

Basilio Jafet, presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), afirma que não ainda não é possível mensurar o impacto da pandemia de coronavírus (covid-19) no setor.

Mensalmente, o Secovi-SP divulga uma pesquisa sobre as vendas de novas unidades residenciais na capital paulista. Os dados de março ainda não foram apresentados, mas é esperado que o resultado seja bem inferior aos dados de janeiro e fevereiro deste ano.
“A compra de um imóvel é uma enorme responsabilidade. As visitas as unidades caíram 70%, o que é super compreensível. Ninguém compra um imóvel sem poder visitar.” 

Se as visitas físicas caíram, a busca online por imóveis registraram um aumento expressivo. No Imovelweb, site de compra e aluguel de imóveis, houve um aumento na busca por imóveis de 68% nesta última semana de abril, frente ao mesmo período de março.

Para Tiago Galdino, diretor financeiro do Imovelweb, este aumento não significa que negócio será fechado rapidamente, mas é um forte indicador no processo do ciclo da compra de um imóvel.
“Nas primeiras semanas de março, houve uma queda de 33% nas buscas de imóveis no portal porque ninguém saiba o que iria acontecer. Já em abril, nota-se um início de recuperação.” 

Juro e estoque baixos


A possível recuperação do setor imobiliário se deve principalmente pela taxa de juros estar no menor patamar da história. Com a Selic em 3,75% ao ano, as taxas do financiamento imobiliários variam de 6,5% ao ano até 8% ao ano nos grandes bancos, o que é considerado bem atrativo ao consumidor.

A Caixa também anunciou uma carência de seis meses (180 dias) para o início do pagamento das prestações de financiamento de imóveis novos para todas as linhas de crédito habitacional do banco.
“Quem está empregado e já pensava comprar o imóvel, a oportunidade é agora. Se a Selic subir, o juro do financiamento imobiliário sobe também”, acrescenta Galdino.

Somado a isso, atualmente, o mercado imobiliário apresenta um estoque baixo de imóveis. Em São Paulo, por exemplo, em fevereiro, o número de imóveis em estoque (aqueles que não foram vendidos até três anos após o lançamento) era de 30.750. Em dezembro do ano passado, o estoque era de 34.019.

Com a oferta baixa de imóveis, a expectativa é que não haja queda no preço do metro quadrado, Além disso, Jafet acrescenta que incorporadoras estão capitalizadas e com menos dívidas.
“Os lançamentos foram postergados e os custos que envolvem a construção de um imóvel subiram nos últimos dois anos.”

Vem comprar 


Para incentivar a venda no setor, construtoras e incorporadoras iniciaram uma operação nacional de estímulo à compra de imóveis. A campanha “Vem Morar”, articulada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pela Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) tem parceria com a Caixa e inclui tanto imóveis econômicos e unidades do programa Minha Casa Minha Vida quanto empreendimentos de alto padrão com desconto mínimo de 3.000 reais sobre o valor do imóvel.

A iniciativa terá duração inicial de 60 dias e visa não apenas preservar o emprego como, também, gerar novos postos de trabalho na construção civil durante a pandemia pelo novo coronavírus.


Fonte: Exame | Maio 2020

terça-feira, 3 de março de 2020

Concorrência entre bancos facilita a compra da casa própria

11:18:00
Juros baixos, inflação sob controle e retomada da credibilidade na economia animam as movimentações no mercado imobiliário. Com a taxa Selic em torno de 4,5% ao ano, com previsão de recuo em fevereiro, bancos entram na disputa e apelam para uma oferta de crédito imobiliário competitiva. Os cinco maiores bancos brasileiros Caixa Econômica, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander disponibilizam diferentes linhas, que além da redução de juros apresentam estímulos adicionais, como a ampliação do valor do limite de crédito imobiliário.

Foto: Freepik

A Caixa Econômica Federal, por exemplo, oferece dois tipos de contratos para imóveis que se enquadram no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que não incluem o Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O primeiro, com taxas a partir de 6,75% mais Taxa Referencial (TR). O segundo, mais novo, tem juros de 2,95% a 4,95%, mais a variação da inflação do período de vigência. 

A Caixa lançou uma nova linha de crédito imobiliário com taxa pré-fixada. O produto faz parte do movimento iniciado pelo banco em agosto de 2019 para diversificar o crédito imobiliário e reduzir o custo para os tomadores, com o lançamento do empréstimo corrigido pelo índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado na meta oficial de inflação. Em dezembro, o banco cortou os juros do financiamento atrelado à TR e, na semana passada, estendeu a linha indexada ao IPCA às construtoras. 

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), as medidas são positivas para a movimentação do setor. “Quem tem a renda muito comprometida vai preferir o crédito corrigido pelo IPCA, que tem prestação menor. Quem está tranquilo pode optar pelo juro fixo, sem soluço futuro”, afirmou Martins ao jornal Valor Econômico, ressaltando que cada tipo de financiamento se destina a um público específico. Para o executivo, a nova linha é “sensacional e um grande avanço para o setor”.

Segundo Martins, o financiamento imobiliário atrelado à inflação, que já corresponde a um terço do crédito imobiliário, oferece um potencial risco ao consumidor, e pondera que com a taxa fixada o risco é de quem financia o bem. Ele lembrou que a fonte de financiamento da linha é o próprio caixa do banco, que disponibilizou somente R$ 10 bilhões para essas operações, enquanto o crédito disponível através da poupança chega a R$ 100 bilhões, e via Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a R$ 60 bilhões. “É o início de uma entrada (de recursos) quase ilimitada de recursos para crédito imobiliário, o que é muito bom para o setor. Os outros bancos vão ter que correr atrás dessas condições de financiamento”, afirmou ao jornal O Globo.


Fonte: CBIC / Fevereiro 2020


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Queda na taxa de juros: a hora certa de comprar o seu imóvel

12:17:00
Boa notícia para quem sonha em conquistar o imóvel próprio: este pode ser o momento para alcançar o objetivo. Com a queda da Selic que é a taxa básica de juros da economia brasileira, as taxas de empréstimos e financiamentos imobiliários oferecidas pelos bancos também reduzem e tornam o início de 2020 propício para os compradores.
“Nesse cenário, o poder de compra das pessoas aumenta, porque elas acabam pagando menos juros durante o tempo de parcelamento do imóvel e desembolsando um valor menor na sua entrada”, explica Leticia Bençal, coordenadora de crédito da Construtora Prestes.
De acordo com Leticia, além da redução das taxas de juros para financiar a compra, tem sido mais fácil conseguir a aprovação da linha de crédito imobiliário. “A conjuntura está mais favorável: o desemprego está diminuindo e as taxas de juros dos bancos estão mais competitivas no mercado. Quando as pessoas estão empregadas, pagando suas contas em dia, a análise de crédito é aprovada mais rapidamente. Há seis meses a situação estava mais difícil. Hoje, o cliente está conseguindo comprar com maior facilidade, já que os bancos estão aprovando as condições que o comprador precisa”, afirma.

  • E como funciona o financiamento imobiliário?
Ao comprar um imóvel, seja ele novo ou usado, o comprador pode financiar seu pagamento. Para isso, ele negocia o crédito imobiliário com um banco, que paga o valor integral do empreendimento para o vendedor. O dinheiro retorna à instituição em parcelas, no prazo combinado e com os juros acertados com o cliente. Cada banco possui suas taxas e condições de parcelamento, que devem ser levadas em consideração na hora de fechar o negócio. É preciso pesquisar qual deles oferece as melhores oportunidades para o bolso do comprador. 

  • Mas vale mesmo a pena financiar?
Comprar um imóvel é um grande investimento e pode exigir comprometimento a longo prazo: ao financiar o empreendimento, o comprador precisa pagar as parcelas da compra ao longo dos anos negociados em contrato. Então, é natural que algumas pessoas questionem se é, de fato, vantajoso assumir esse compromisso. Pois, para a coordenadora de crédito Leticia Bençal, não há dúvidas: o recurso é a melhor opção para quem não pode pagar um imóvel à vista.

“Muitas vezes, a parcela do financiamento é igual ou menor do que um aluguel. Com isso, a pessoa estará pagando por algo que é realmente dela. É vantajoso!”, garante. Entre os benefícios, há a facilidade de liberação do crédito contanto que a documentação esteja correta e que o nome do cliente esteja limpo, as taxas atrativas, que podem partir de 5% ao ano, e as entradas com valores baixos.

Além disso, há a possibilidade de amortizar o valor em um tempo menor do que o previsto. “O que a pessoa ganha hoje, possivelmente, não é o que vai ganhar daqui a dois ou três anos. Com um aumento de ganhos, é possível pagar um valor maior do que a parcela inicialmente acordada, quitando a dívida mais cedo”, diz Bençal.


Fonte: G1.Globo.com / Janeiro 2020

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Caixa quer acelerar negócios ligados ao financiamento imobiliário em 2020

09:18:00
Com uma carteira de cerca de R$ 480 bilhões, banco lidera crédito imobiliário no país; apesar disso, ativos somam R$ 6 bilhões, número considerado tímido.

A Caixa Econômica Federal vai ampliar linhas de negócio ligadas ao financiamento imobiliário em 2020, valendo-se de posição de liderança no setor para ampliar receitas num mercado que vem se recuperando rapidamente no país.

Enquanto prevê crescimento de 30% das concessões de crédito para compra de residências neste ano, a Caixa também planeja acelerar o home equity, empréstimos em que o tomador oferece imóvel como garantia em troca de taxas de juros menores. 

“Isso pode nos ajudar a ampliar o relacionamento com muitos dos nossos clientes”, disse o presidente-executivo da Caixa, Pedro Guimarães.

Com uma carteira de cerca de 480 bilhões de reais no final de 2019, a Caixa lidera com folga o crédito imobiliário no país, com cerca de 60% do setor. Mas embora também seja a maior no segmento de home equity, seus ativos no setor somam cerca de 6 bilhões de reais, número considerado tímido por especialistas.

Além disso, a Caixa está começando financiamento para interessados em comprar cerca de 70 mil imóveis retomados pelo banco por conta de inadimplência, ativos avaliados em cerca de 5 bilhões de reais. Há cerca de dois anos, o banco tentou vender parte dessa carteira em grandes lotes a investidores, mas o leilão fracassou. 

“Achamos que podemos ganhar mais financiando a compra deles”, disse ele.

Desde que assumiu o comando da Caixa no começo do ano passado, Guimarães, um veterano do mercado financeiro, tem defendido o maior uso de instrumentos de mercado como forma de ampliar o volume de recursos para empréstimo imobiliário.

No segundo semestre de 2019, a Caixa lançou uma linha no setor atrelada ao IPCA, principal índice de inflação do país. Segundo Guimarães, o banco já emprestou 5 bilhões de reais por esta linha e aprovou outros 11 bilhões de reais.

Em março, o banco vai lançar na linha imobiliária prefixada. O plano de Guimarães é de que metade do que for originado nestas duas linhas seja securitizado e vendido a investidores.

Vendas de ativos
Enquanto amplia a prateleira no setor imobiliário, a Caixa avança nos planos de se desfazer de ativos não prioritários, como forma de reduzir exigências de capital e ganhar eficiência.

Além dos valores que deve arrecadar com a listagem de seus braços de seguros Caixa Seguridade e de cartões Caixa Cartões, ambos neste ano, o banco estatal também deve avançar com a venda de participações em negócios e imóveis próprios.

Numa mão, a instituição agrupará ativos imobiliários próprios, incluindo de agências bancárias e prédios de escritórios, em dois fundos de 1,5 bilhão de reais cada.

Em outra, manterá o ciclo de vendas de participações diretas, indiretas ou que administra. No ano passado, segundo Guimarães, a Caixa vendeu o equivalente a 15 bilhões de reais em ações, incluindo de Banco do Brasil, IRB Brasil e Petrobras. A instituição pretende ainda se desfazer da fatia de 36% do capital do Banco Pan.

A maioria dos recursos oriundos da venda de ativos, incluindo os que devem ser levantados com a venda de fatias nos IPOs de Caixa Seguridade e Caixa Cartões, tendem a ser usados para devolver ao governo federal empréstimos obtidos na última década recebidos por meio de instrumentos híbridos de capital e dívida (IHCD).

No ano passado, a Caixa devolveu cerca de 11 bilhões de reais. Para 2020, o banco tem plano de devolver cerca de outros 8 bilhões de reais, atingindo quase metade dos cerca de 40 bilhões de reais tomados.

O executivo defendeu ainda a venda de participações detidas pelo FI-FGTS e que são administradas pelo banco, incluindo na empresa de energia Alupar, na companhia de saneamento BRK Ambiental, controlada pela Brookfield, e na VLI Logística.

A proposta de venda da fatia na Alupar foi vetada duas vezes por maioria mínima do conselho do FI-FGTS no ano passado. Segundo Guimarães, se mais um ou dois conselheiros forem convencidos a proposta poderá ser aprovada. 

“Vou apresentar a proposta de venda de novo”, disse Guimarães. “O negócio não exige mais capital e já nos rendeu mais de 200% de retorno.”

Fonte: Exame / Janeiro 2020

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